F1
15/03/2016 10:52

Red Bull apresenta alternativa ao Halo com para-brisa de acrílico como proteção maior ao cockpit da F1

Christian Horner afirmou que a solução é “mais elegante e oferece melhor visibilidade” em relação ao Halo, testado pela Ferrari, elogiado por muitos e também criticado por outros tantos pilotos da F1. A alternativa desenvolvida pelos taurinos lembra a de um para-brisa revestido em acrílico e que envolve toda a área lateral e dianteira do cockpit, cobrindo-o parcialmente
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Redação GP, de Sumaré
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Enquanto a F1 discute a adoção de uma maior proteção à cabeça dos pilotos com o polêmico dispositivo Halo já para 2017, a Red Bull veio a público e mostrou, por meio de um desenho do projetista Giorgio Piola, uma alternativa ao elemento desenvolvido pela Mercedes. Enquanto o Halo é mais aberto e envolve três hastes em torno da cabeça do piloto para protege-lo, sendo uma delas logo à frente do competidor, a peça desenvolvida pela Red Bull se apresenta como uma espécie de para-brisa revestido em acrílico, não compromete a visibilidade, mas tende a prejudicar a aerodinâmica dos carros.
 
Em entrevista ao site ‘Motorsport.com’, Christian Horner definiu o novo dispositivo como “um para-brisa maior” e afirmou: “É mais elegante e acho que ele oferece melhor visibilidade. Então vamos ver o que a FIA vai pensar sobre isso”.
 
A entidade que determina os rumos da F1 ainda estuda a melhor alternativa para fechar, total ou parcialmente, o cockpit dos carros do Mundial. Por enquanto, apenas o Halo foi efetivamente testado na prática em um modelo da categoria, o que aconteceu nos testes de pré-temporada em março, em Barcelona.
A Red Bull desenvolveu uma alternativa ao Halo e ganhou o apoio de Claire Williams (Arte: Giorgio Piola)
O projeto logo ganhou o apoio da Williams por meio da sua segunda principal dirigente, Claire Williams. “Gosto desse conceito de caça da Red Bull. Se estamos considerando que esses carros de F1 supostamente vão ter um olhar futurista, faz sentido incluir algo semelhante a um jato nele. Acho que é empolgante. Mas então você tem de se preocupar com água, condensação, com tudo isso. Portanto, ainda é um trabalho em progresso”, comentou.
 
No fim das contas, Claire deixou claro que, mais do que o visual, o importante é que a nova peça consiga de fato oferecer uma proteção e uma segurança maior aos pilotos. 
 
“O mais importante é a peça que proporcione o máximo de segurança aos pilotos e, até que isso seja determinado, estou de apoio a qualquer conceito que possa funcionar melhor”, explicou.
 
Por sua vez, Horner se mostrou contrário ao Halo testado pela Ferrari em Barcelona por entender que tal solução é ineficiente na tarefa de proteger os pilotos. “Particularmente, eu não gosto. Entendo que a segurança do piloto é de absoluta importância, mas, para mim, acho que sou muito purista das corridas que acontecem há mais de 60 anos com o cockpit aberto, e não há perigo associado a isso”, disse.
 
“Claro que temos de fazer tudo o que for possível para minimizar isso. Mas esse conceito do Halo não teria ajudado Felipe Massa [em decorrência do seu acidente na classificação do GP da Hungria em 2009] e, infelizmente, não teria ajudado Jules Bianchi”, completou Horner, citando o último piloto a morrer na F1 em virtude de um acidente de pista.
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