F1
13/03/2017 10:40

Renault admite falta de confiabilidade, mas exalta performance do novo motor: “Superamos nossas expectativas”

Cyril Abiteboul reconheceu que as falhas apresentadas pelo novo motor nos testes de pré-temporada já eram previstas: “Sabíamos que teríamos dificuldades, e assim foi”. Contudo, o diretor-geral da Renault é muito otimista sobre 2017 e para equilibrar a confiabilidade com a performance da nova unidade de potência que será utilizada pela própria Renault, além de Red Bull e Toro Rosso
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
 

Depois de um 2016 marcado pela reação e pela entrega de um motor que conseguiu aliar boa potência e muita confiabilidade, a Renault começou os testes de pré-temporada neste ano com certa incerteza em razão da nova arquitetura da sua unidade de potência, entregue à própria equipe de fábrica, além das coirmãs Red Bull e Toro Rosso. E o que se viu em Barcelona, nas duas sessões, foram alguns problemas, não tantos quanto os vividos pela Honda e McLaren, mas ainda assim evidenciaram que a confiabilidade da nova unidade motriz construída em Viry-Châtillon ainda não é a ideal.
 
Contudo, a Renault acredita que está no rumo certo e que falhas como as apresentadas na pré-temporada são normais quando se trata de um novo conceito de motor. Mas, no que diz respeito à performance, a fábrica francesa garante que o que foi apresentado nos testes foi além do esperado.
 
Cyril Abiteboul, diretor-geral da Renault, fez uma avaliação do rendimento do novo propulsor francês durante os testes de inverno da F1. “Acho que estamos na meta, e talvez superamos as expectativas, em que pese a confiabilidade. Chegamos com arquitetura do motor completamente nova, não somente em termos de motor de combustão interna (ICE), mas também no ERS (sistema de reaproveitamento de energia)”, explicou o engenheiro francês em entrevista ao site norte-americano ‘Motorsport.com’.
A Renault apresentou problemas no motor, mas está mais que satisfeita sobre a performance(Foto: Twitter/Renault)
“Isso faz com que seja um grande desafio, em particular em termos de confiabilidade, e não foi uma surpresa. Sabíamos que teríamos dificuldades, e assim foi”, salientou.
 
“Mas as boas notícias são que não estamos fazendo isso em vão, de modo que há potencial quando tentamos extrair a performance. Não forçamos o motor com frequência porque estávamos gerenciando a quilometragem e a duração de peças distintas do motor que ainda estão em condições críticas. Mas vimos que a performance que queríamos obter está definitivamente lá”, garantiu.
 
Abiteboul sabe que a Red Bull depende de um motor confiável para lutar de igual para igual contra Ferrari e Mercedes pelo título. Por isso, o engenheiro entende que é fundamental melhorar a nova unidade de potência para colocar os taurinos em condições de brigar pela taça. “Eles claramente vão estar em posição de lutar pelo título. Sabemos disso e vamos fazer todo o possível para permitir isso. E isso começa por ter um motor confiável desde a primeira corrida.”
 
No momento, restando menos de duas semanas para a abertura da temporada 2017, a Renault está focada em levar um motor que possa entregar potência, mas que, ao mesmo tempo, também seja confiável para garantir que todos possam terminar o GP da Austrália, no próximo dia 26 de março.
 
“Tudo pode acontecer em Melbourne, mas estamos fazendo todo o possível para que só aconteçam coisas boas lá. Acreditamos que temos tudo sob controle, mas essas unidades de potência são tão complexas que ainda há que tomar algumas decisões antes da Austrália, que afetarão não somente a posição que vamos conseguir, mas também alcançar ou não nosso objetivo. Estamos diante de um momento crítico, e é importante mantermos concentrados e não dar nada como garantido”, disse o engenheiro, que já trabalha em uma versão atualizada da unidade de potência. Que traz resultados prévios bem satisfatórios.
 
“Atualmente estamos testando no dinamômetro uma das atualizações mais importantes de performance no nosso motor, de modo que agora mesmo o motor real está um passo atrás de onde ele vai estar. E a melhor notícia é que não descobrimos nada novo [em problemas], nada dramático até agora”, finalizou Abiteboul.

PADDOCK GP #68 ANALISA SEGUNDA SEMANA DE TESTES DA F1 EM BARCELONA



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