F1
15/11/2015 17:32 - Atualizada 15/11/2015 20:41

Rosberg derrota Hamilton em corrida sem graça em Interlagos, vence GP do Brasil de ponta a ponta e garante vice em 2015

Nico Rosberg confirmou o vice-campeonato da temporada 2015 ao vencer o GP do Brasil neste domingo em Interlagos. Diante de uma corrida sem sal, o alemão só teve de ficar atento para controlar a vantagem perante Lewis Hamilton para comemorar a segunda vitória consecutiva em Interlagos e na temporada. Sebastian Vettel completou o pódio em São Paulo
Warm Up, de Interlagos
FERNANDO SILVA, de Interlagos
Há tempos Interlagos não produzia um GP do Brasil tão sem sal quanto o deste domingo (15). Os fãs que encheram (mas não lotaram) as arquibancadas do circuito paulistano tiveram poucos motivos para festejar do início ao fim da penúltima etapa da temporada 2015. Quem teve razões de sobra para comemorar, no fim das contas, foi Nico Rosberg. O alemão, que está em boa fase justamente depois que o rival Lewis Hamilton sacramentou o tricampeonato, emendou sua segunda vitória seguida no campeonato e também o segundo triunfo consecutivo em Interlagos. 

Praticamente de ponta a ponta, com exceção do período da janela de pit-stops, Rosberg conseguiu controlar a vantagem para Hamilton, embora o britânico em momento algum tenha deixado o rival abrir larga diferença. Ao fim de 71 voltas, o alemão confirmou o domínio com nova vitória no Brasil e garantiu o vice-campeonato ao chegar a 297 pontos somados. Foi sua vitória 13 na F1, igualando David Coulthard e Alberto Ascari.
Nico Rosberg não teve adversários neste domingo e garantiu o vice-campeonato (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Sebastian Vettel terminou onde esteve durante todo o fim de semana no Brasil: terceiro lugar. O alemão praticamente correu sozinho: não teve como atacar as Mercedes de Rosberg e Hamilton, mas também não foi ameaçado por Kimi Räikkönen, quarto colocado. Valtteri Bottas, com uma prova discreta, mas eficiente com sua Williams completou o rol dos cinco primeiros neste domingo.

Nico Hülkenberg, com o sexto lugar conquistado neste domingo, garantiu para a Force India sua melhor colocação no Mundial de Construtores, quinto lugar. Daniil Kvyat levou a Red Bull ao sétimo posto e terminou à frente de Felipe Massa, o melhor brasileiro do domingo em Interlagos. Entretanto, o piloto, que teve um fim de semana dos mais difíceis em Interlagos, acabou sendo desclassificado pela direção de prova quase três horas depois do fim da corrida, uma vez que os comissários da FIA detectaram que a temperatura do seu pneu traseiro direito estava acima do máximo estabelecido pelo regulamento técnico cinco minutos da largada.

Assim, Romain Grosjean, que correu de luto pelas vítimas dos terríveis atentados em Paris, herdou o oitavo lugar e foi seguido pelo showman do domingo, Max Verstappen. Pastor Maldonado, com a exclusão de Massa, subiu uma posição e somou o último ponto do domingo. Felipe Nasr fez o que dava em seu primeiro GP do Brasil, mas terminou em 13º.

Saiba como foi o GP do Brasil de F1

Em um ano repleto de má sorte, como costuma dizer, Carlos Sainz Jr. enfrentou outro infortúnio antes mesmo de ganhar a pista em Interlagos. A Toro Rosso do espanhol ficou parada na saída da Curva do Sol. Sua participação na prova chegou a ser ameaçada, mas o piloto, com auxílio externo, conseguiu voltar e alinhou seu carro para largar do pit-lane.

A largada foi das mais tranquilas, com Rosberg mantendo a liderança depois de uma pequena pressão de Hamilton até o S do Senna. As posições do grid foram praticamente todas mantidas, com a diferença que Alonso, que partiu em último, pulou já para 16º. Pior foi para Sainz Jr. Provando do gosto amargo do azar, o jovem foi valente ao pelo menos largar, mas parou seu carro antes de completar a primeira volta. O motivo: falta de potência do motor Renault.

Logo na segunda volta, Ricciardo, que largou lá atrás por ter trocado o motor do seu carro, fez a troca de pneus, substituindo os macios os médios, que renderam bem melhor no fim de semana. Definitivamente, era uma estratégia diferente e que deveria ser observada.
Rosberg mantém posição após largar na frente no GP do Brasil (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Bottas, que fez uma boa largada e pulou de sétimo para quinto, conseguia ter um rendimento muito melhor em relação a Felipe Massa, oitavo. O finlandês rodava cerca de 0s7 mais rápido que o seu companheiro de Williams. Entre os líderes, Rosberg se sustentava bem na liderança e conseguia virar tempos ligeiramente mais rápidos. Nsr, por sua vez, conseguia se sustentar em 12º e segurava com tranquilidade as McLaren de Alonso e Jenson Button, que estavam logo atrás.

Na décima volta, a Williams chamou Massa para os boxes. Como o próprio brasileiro havia falado no sábado, sua expectativa também estava em fazer dois longos stints com os pneus médios, uma vez que ele teve de lidar com dificuldades com os macios. E a Williams trabalhou bem em sua parada. Fato é que, como boa parte dos pilotos fez sua parada neste período, ficava nítido que havia uma possibilidade de até três pit-stops para cada piloto.

A Mercedes chamou Rosberg para os boxes na volta 12, mas foi muito lenta nos trabalhos com seu piloto: 4s4. Em teoria, Hamilton tinha tudo para fazer a ultrapassagem depois de realizar seu pit-stop. Para tal, o tricampeão teria de acelerar ao máximo para ganhar a liderança. Mas ainda assim, a estrela de Nico brilhava, já que o alemão conseguiu voltar à frente, mas Lewis estava mais perto.

Com 20 voltas, a vantagem de Rosberg para Lewis era de meros 0s7. Sebastian Vettel vinha com tranquilidade em terceiro, à frente do parceiro Räikkönen, que disparou contra os retardatários Will Stevens e Alex Rossi, da Manor. Massa continuava em oitavo lugar. Pouco depois, Nasr subia uma posição, 14º, depois de uma ultrapassagem sobre Jenson Button por dentro no S do Senna. A galera nas arquibancadas vibrou com a manobra. Um raro momento de emoção neste domingo.
Max Verstappen ultrapassa Pérez em Interlagos (Foto: Reprodução/F1)
Outro bom momento foi a ultrapassagem bastante arrojada de Max Verstappen sobre Sergio Pérez na volta 32. Na entrada do S do Senna, o holandês colocou por fora e manteve a posição ao contornar a curva. De maneira aguerrida e leal, o menino Max conseguiu se colocar à frente do mexicano e ganhou a nona posição em Interlagos. Em seguida, Pastor Maldonado e Marcus Ericsson se tocaram no mesmo trecho da pista. A FIA considerou Maldonado como culpado e o puniu com 5s, a pagar no pit-stop seguinte.

Aí veio o momento da segunda janela para troca de pneus. Vettel seguiu com uma estratégia diferente com a Ferrari e foi para seu terceiro stint com pneus macios, enquanto a Mercedes também fez a troca com seus dois pilotos, mas manteve os compostos médios para Hamilton e Rosberg, que conseguiu voltar novamente à frente do companheiro de equipe depois das respectivas paradas. Vettel, eterno terceiro em Interlagos, seguia nesta colocação, à frente de Räikkönen e Bottas.
O GP do Brasil de 2015 não foi uma corrida de muitas emoções (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Por sua vez, Massa tinha de lidar com outro problema além da falta de performance da sua Williams em São Paulo. Isso porque a FIA detectou que o pneu traseiro direito do carro do brasileiro estava com a temperatura acima do máximo estabelecido pelo regulamento, situação que foi analisada pelos comissários de prova e resultou na exclusão de Felipe.

Se a corrida estava bem sem graça quanto à batalha pelas primeiras colocações, no setor intermediário até que contava com alguns bons momentos. Verstappen dava um espetáculo no S do Senna. Depois de ultrapassar com louvor a Force India de Pérez, o holandês repetiu a manobra para se colocar à frente de Nasr, que ainda buscava os pontos em Interlagos, mas seu rendimento não era dos melhores.

Mesmo a chuva, que poderia ser o grande tempero da fase final da corrida, insistia em querer não aparecer, apesar das nuvens pesadas que rondavam a região de Interlagos. O vento era considerável, mas não o bastante para trazer a chuva e fazer com que a prova tivesse um ganho de emoção nos seus minutos derradeiros. 

Mas desta vez, nem mesmo o clima ajudou. Assim, o GP do Brasil mais enfadonho em muito tempo terminou mesmo como começou, com Nico Rosberg à frente, seguido por Lewis Hamilton e Sebastian Vettel. Kimi Räikkönen foi o quarto, à frente de Valtteri Bottas e Nico Hülkenberg, que garantiu para a Force India o quinto lugar no Mundial de Construtores. Daniil Kvyat cruzou a linha de chegada em sétimo, à frente do melhor piloto brasileiro, Felipe Massa, que manteve o oitavo lugar da largada, mas acabou por ser desclassificado. Romain Grosjean finalizou em nono e ficou em oitavo na corrida, à frente de Max Verstappen, o showman do domingo. Pastor Maldonado completou o rol dos dez primeiros.

F1, GP do Brasil, Interlagos, final: 

1 6 NICO ROSBERG ALE MERCEDES 1:31:09.090 71 voltas
2 44 LEWIS HAMILTON ING MERCEDES +7.756  
3 5 SEBASTIAN VETTEL ALE FERRARI +14.244  
4 7 KIMI RÄIKKÖNEN FIN FERRARI +47.543  
5 77 VALTTERI BOTTAS FIN WILLIAMS MERCEDES +1 volta  
6 27 NICO HÜLKENBERG ALE FORCE INDIA MERCEDES +1 volta  
7 26 DANIIL KVYAT RUS RED BULL RENAULT +1 volta  
8 8 ROMAIN GROSJEAN FRA LOTUS MERCEDES +1 volta  
9 33 MAX VERSTAPPEN HOL TORO ROSSO RENAULT +1 volta  
10 13 PASTOR MALDONADO VEN LOTUS MERCEDES +1 volta  
11 3 DANIEL RICCIARDO AUS RED BULL RENAULT +1 volta  
12 11 SERGIO PÉREZ MEX FORCE INDIA MERCEDES +1 volta  
13 36 FELIPE NASR BRA SAUBER FERRARI +1 volta  
14 22 JENSON BUTTON ING McLAREN HONDA +1 volta  
15 14 FERNANDO ALONSO ESP McLAREN HONDA +1 volta  
16 9 MARCUS ERICSSON SUE SAUBER FERRARI +2 voltas  
17 28 WILL STEVENS ING MANOR MARUSSIA FERRARI +4 voltas  
18 98 ALEXANDER ROSSI EUA MANOR MARUSSIA FERRARI +4 voltas  
19 55 CARLOS SAINZ JR ESP TORO ROSSO RENAULT +71 voltas NC
20 19 FELIPE MASSA BRA WILLIAMS MERCEDES Excluído  
               
MELHOR VOLTA LEWIS HAMILTON ING MERCEDES 1:14.832 volta 51

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