F1
16/01/2017 12:30

Williams confirma retorno inesperado de Massa como substituto de Bottas para temporada 2017

A aposentadoria de Felipe Massa da F1 não durou muito tempo. Poucos meses após anunciar a saída do certame, o brasileiro foi convocado pela Williams para substituir Valtteri Bottas, que tem como rumo a Mercedes. Ao lado do estreante Lance Stroll, Massa tem como missão guiar os britânicos em ano de regulamento novo
Warm Up
VITOR FAZIO, de Porto Alegre

A maior reviravolta da ‘silly season’ da F1 se confirmou nesta segunda-feira (16). Felipe Massa, aquele que poucos meses atrás estava anunciando o fim de seu ciclo na categoria, atendeu o chamado urgente da Williams para disputar a temporada 2017. O retorno surge da necessidade dos britânicos de preencher a lacuna deixada por Valtteri Bottas, destinado a ocupar a vaga deixada pelo aposentado Nico Rosberg. O contrato entre Massa e a Williams tem duração de uma temporada.
 
O acordo de Massa já estava firmado há semanas, como revelou com exclusividade o GRANDE PRÊMIO, mas demorou a ser revelado por questões contratuais. Uma cláusula deixava claro que, caso Bottas não assinasse com a Mercedes, o contrato de Felipe se tornava inválido. Para largar a aposentadoria, o #19 receberá € 6 milhões, ou R$ 21 milhões.

"Estou feliz por Felipe ter concordado em sair da aposentadoria para fazer parte da nossa equipe em 2017", afirmou Claire Williams, filha do fundador do time que leva seu sobrenome e chefe-adjunta. "Com Valtteri tendo uma oportunidade única de se juntar às atuais campeões, temos de trabalhar arduamente para garantir um acordo que poderia ser feito com a Mercedes para dar a Valtteri essa chance fantástica", completou.
 
"Valtteri tem sido parte da família Williams desde 2010 e, naquele tempo, provou ser um grande talento, assegurando nove pódios. Gostaria de aproveitar a chance para agradecê-lo em nome de toda equipe e desejar-lhe uma temporada bem-sucedida com junto com a Mercedes."
 
"Já Felipe sempre foi um membro querido da família Williams e ter a oportunidade de trabalhar com ele de novo é algo que todos estamos ansiosos. Ele sempre disse que queria correr de algo em 2017, ele não perdeu a competitividade, e isso é a coisa mais importante e o que nos fez chamá-lo para substituir Valtteri. Felipe agora volta para a equipe, para fornecer estabilidade, experiência e talento. Ele é o nosso grande trunfo", acrescentou a dirigente.
 
Massa foi a solução da Williams por conta da experiência. Por conta das mudanças no regulamento técnico da F1, trazendo grandes mudanças na aerodinâmica dos carros, a escuderia optou por manter um piloto experiente e familiarizado com os complexos carros da categoria. Este aspecto ganha ainda mais importância quando lembramos que o outro piloto da esquadra é o estreante Lance Stroll, de apenas 18 anos.
O ciclo de Felipe Massa na F1 não acabou (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
A temporada 2017 vai ser, portanto a 15ª de Massa na F1. O brasileiro estreou na categoria em 2002 com a Sauber e, de lá para cá, só ficou de fora da temporada 2003. Em 252 GPs, Felipe venceu 11 corridas, foi ao pódio 41 vezes e acumulou 1124 pontos.

"Primeiro, eu estou muito feliz de ter uma oportunidade de voltar à Williams. Sempre quis correr em algum lugar em 2017, mas a Williams é uma equipe muito próxima do meu coração e eu tenho respeito por tudo que estão tentando alcançar. Valtteri tem uma grande oportunidade, dada a mudança de rumos ao longo do inverno, e eu desejo a ele o melhor na Mercedes", afirmou o piloto.
 
"Quando me ofereceram a chance de ajudar a Williams na campanha de 2017, senti que era a coisa certa a fazer. Certamente não perdi nada do meu entusiasmo por correr e estou extremamente motivado para voltar a guiar o FW40. O apoio dos meus fãs nas últimas semanas foi um grande impulso e estou grato por isso. Também estou ansioso para trabalhar com Lance (Stroll). Conheço-o há alguns anos e vi seu talento ser desenvolvido desde então", completou.
O retorno de Massa também serve para acabar com o risco de o Brasil ficar sem representantes na F1, algo que não acontece desde 1969. A esperança do país parecia residir em Felipe Nasr, muito mais jovem do que seu xará. Acontece que a posição ruim dentro da Sauber, que deve ir para 2017 com Marcus Ericsson e Pascal Wehrlein, dificultou muito a sequência do brasiliense na categoria – a Manor passou a ser a única opção.

Massa, como ele mesmo disse em sua conta oficial no Twitter, está de volta.
BRUNO SENNA FALA DA CARREIRA, DO FUTURO E DA VOLTA DE MASSA


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