Indy
18/04/2017 06:20

Alonso chega a Indianápolis nesta terça-feira e já começa preparação para Indy 500 com testes no simulador da Andretti

Enquanto a McLaren testa com Oliver Turvey e Stoffel Vandoorne nesta semana no Bahrein, Fernando Alonso vai atravessar o mundo focado no sonho de fazer parte do grid da maior corrida do planeta. O bicampeão da F1 chega a Indianápolis nesta terça-feira para conhecer as instalações da Andretti e mergulhar de cabeça na programação da Indy 500, acelerando desde já no simulador
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
 

Fernando Alonso está mesmo completamente focado em seu novo e mais surpreendente objetivo: disputar as 500 Milhas de Indianápolis. Depois de viver mais um fim de semana frustrante com a McLaren na F1 e abandonar o GP do Bahrein, no último domingo (16), o bicampeão do mundo não quis saber de voltar para casa, seja em Dubai ou em Oviedo. Enquanto a McLaren trabalha no Bahrein com Oliver Turvey e Stoffel Vandoorne nos testes coletivos desta semana na F1, Alonso embarcou para Doha, no Catar, e de lá seguiu para os Estados Unidos. O piloto de 35 anos chega nesta terça-feira a Indianápolis para iniciar de vez a programação visando a Indy 500, que acontece em 28 de maio.
 
Até lá, vão ser 41 dias de programação que Alonso vai ter de alternar com as participações nos GPs da Rússia, este no fim de abril, e o GP da Espanha, em 14 de maio, um dia antes de Fernando finalmente acelerar o DW12 #29 da Andretti, em parceria com a McLaren e a Honda. 
Fernando Alonso segue para Indianápolis nesta terça-feira para conhecer as instalações da Andretti (Foto: AFP)
Nesta terça-feira (18), Alonso vai finalmente conhecer as instalações da Andretti em Indianápolis, conhecer seus novos companheiros de trabalho durante esse próximo mês e meio e terá contato com seu novo engenheiro de pista, que já trabalhou com Scott Dixon, além de tomar conhecimento do cronograma de trabalhos, sobretudo na sua condição de novato, rumo às 500 Milhas de Indianápolis. As informações são do diário espanhol ‘Marca’.
 
Alonso vai ter a sua primeira impressão de Indianápolis ao guiar no simulador da Andretti, além de ter acesso aos dados de telemetria para entender melhor como conduzir o carro em um cenário bastante distinto ao qual sempre esteve acostumado.
 

Na prática, Alonso não vê a hora de ser confrontado por um novo desafio depois de tantas frustrações e falta de perspectiva de bons resultados com a McLaren na F1. “Agora vamos nos concentrar um pouco na Indy 500 a partir de amanhã, com um pouco de estudo e um pouco de contato com a equipe, ver alguns dados de telemetria pela primeira vez. Também vai fazer bem esfriar um pouco a cabeça”, afirmou o piloto pouco depois de abandonar o GP do Bahrein.

Insatisfeito com a situação, Alonso também começou a negociar uma possível transferência para a Renaultl em 2018, segundo informações do diário alemão 'Bild' e a revista 'Auto Bild'.
 
A permanência de Alonso nos Estados Unidos deve se estender pelo menos até domingo, já que o piloto vai acompanhar os trabalhos da Andretti no fim de semana da terceira etapa da temporada 2017 da Indy, no circuito misto de Barber, em Birmingham, no Alabama. Lá, Alonso vai ter um contato maior não só com seus futuros companheiros de equipe, mas também com o ambiente da Indy como um todo neste trabalho de imersão que vai culminar com a disputa das 500 Milhas de Indianápolis.

E falando exatamente sobre a preparação do bicampeão da F1, Mario Andretti, pai de Michael, não espera que o espanhol tenha problemas com o carro da Indy – isso é o de menos. Problema mesmo vai ser lidar com um oval – mas nada impossível de aprender.
 
“A questão é se adaptar aos ovais, não aos carros em si. Um piloto sempre busca uma sensação em um carro. E os melhores pilotos, e Alonso é um dos melhores de todos, sempre vão achar. Talvez não seja seu ambiente normal, mas um piloto de ponta sempre vai achar uma forma de se entender com qualquer carro de corrida”, opinou.

“Todos os dias o Fernando vai ter seis horas de treino, se o clima permitir. Primeiro ele vai para a pista com muito downforce e ele pode pensar ‘ah, é mamão com açúcar’. Conforme ele fica confiante, vão tirando o downforce e ele vai se acostumar com o carro balançando mais. Depois um pouco mais, um pouco mais, e assim por diante. Quando ele estiver ainda mais confiante, vão treinar tráfego. E esse é outro benefício de ter o Alonso com outros cinco pilotos, quatro deles sendo veteranos”, finalizou.
 
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