Indy
13/03/2017 06:00

Honda leva último colocado no grid e da pior equipe a vencer corrida de abertura. Na F1, faz da McLaren desastre

A Honda alcançou na Indy neste domingo um resultado histórico: levou o último colocado no grid, o ex-F1 Sébastien Bourdais, da pequena Dale Coyne, ao triunfo do GP de São Petersburgo. É um feito e tanto para uma montadora que vai passar longe disso na F1 em 2017. Aliás, a McLaren sabe que largar no fim do grid será comum no começo da temporada; se terminar as corridas, será um lucro
Warm Up
GABRIEL CURTY, de São Paulo
 

A Honda teve um começo de temporada 2017 da Indy simplesmente espetacular com a vitória de Sébastien Bourdais. Após ser massacrada pela Chevrolet nos últimos anos de categoria, a montadora japonesa se organizou e voltou com toda cara de que vai brigar, pelo menos, de igual para igual com a rival neste campeonato.
 
O GP de São Petersburgo foi histórico para a Honda. Afinal, não é todo dia que um piloto da pior equipe do grid - a Dale Coyne - sai de último no grid de largada para vencer a corrida. A história ainda tem um agravante: ser em St. Pete, uma das pistas em que ultrapassar é muito difícil.
 
E não foi só com Bourdais e a Dale Coyne que a Honda mostrou serviço. Durante os treinos livres, a Ganassi e a Andretti sobraram. Na classificação e na própria corrida, a Schmidt Peterson também mostrou que estava na briga. Mais importante: no geral, os japoneses foram melhores o tempo todo no comparativo com a Chevrolet.
Sébastien Bourdais venceu o GP de São Petersburgo (Foto: Indycar)
A reação da Honda na Indy passa por vários fatores. O mais óbvio deles é a ajuda que a categoria deu para os japoneses em diversas situações. Primeiro, a Indy permitiu que a Honda evoluisse seu kit aerodinâmico com brechas no regulamento de 2016. O esforço não deu certo e o baile da Chevrolet seguiu. Para 2017, a categoria resolveu congelar os kits de ambas e produzir um material universal a partir de 2018. Assim, a Honda só precisou focar no motor.
 
Focada apenas em melhorar seu motor, a Honda contou com uma aliada de peso para 2017. Ninguém menos que a Ganassi resolveu romper com a Chevrolet e desafiar a rival Penske ao lado da Honda. É cedo, mas os treinos livres, a classificação e a corrida em São Petersburgo indicam que a escolha foi acertada.
 
Por último, mas não menos importante, a Honda tem seus méritos próprios. Incomodada por ser motivo de chacota, se organizou, botou a casa em ordem e expandiu para as ruas um desempenho que só era bom em superovais na temporada 2016.
A Ganassi, de Scott Dixon, é uma parceira e tanto para a Honda (Foto: Indycar)
A recuperação da Honda, por mais que parecesse longe, não pode ser tratada como surpreendente. Afinal, estamos falando de uma marca que é a atual campeã na MotoGP, que segue fazendo bons papéis em importantes ralis e com uma belíssima história no automobilismo.
 
É justamente aí que entra o fiasco com a McLaren na F1. Como pode uma montadora com todo esse peso e essa história ter um desempenho tão desastroso ao lado de uma das equipes mais icônicas do Mundial?

Se as primeiras impressões deixadas pela Honda na Indy em 2017 são de avanço incrível e de potencial para brigar por título, na F1, com a McLaren, o cenário é catastrófico. A pré-temporada em Barcelona foi de incontáveis quebras no motor, falta de velocidade e tempos muito acima dos registrados pelas rivais Ferrari, Mercedes e Renault.
Fernando Alonso e a McLaren andaram bem pouco na pré-temporada em Barcelona (Foto: Twitter/Honda)
O que se viu no final de semana em St. Pete foi um discurso animado de todos os parceiros da Honda. Scott Dixon e Tony Kanaan, por exemplo, exaltaram a união no trabalho da Ganassi que, obviamente, passa pela nova aliança. Do outro lado, o relacionamento com a McLaren está em pé de guerra. Na semana que se passou, por exemplo, Éric Boullier e Fernando Alonso mostraram claro descontentamento com o material fornecido pelos nipônicos.

A F1, assim, dá pinta de ser o contraste da Indy para a Honda em 2017. Na categoria máxima do automobilismo mundial, os japoneses já vão ter motivos para comemorar se os carros laranjas não quebrarem ou mesmo se não largarem e andarem nas últimas colocações.

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