Indy
18/12/2016 11:01

Indy usa acidente de Massa como objeto de estudo e avalia proteção de cockpit semelhante ao Aeroscreen

O vice-presidente da Indy, Bill Pappas, afirmou que a categoria está em fase de estudo para implantar logo uma proteção de cockpit semelhante ao Aeroscreen desenvolvido pela Red Bull para a F1 aos monopostos da competição
Warm Up
Redação GP, do Rio de Janeiro
 

A Indy não está parada e também pegou o bonde das atualizações sobre proteções de cockpit. Enquanto a F1 passou o ano testando o Halo, a Indy avisou que estava estudando e agora, segundo o vice-presidente da categoria, Bill Pappas, está de fato testando um modelo de proteção parecido ao Aeroscreen descartado pelo Mundial de F1.
 
A declaração de Pappas foi dada durante a Feira de Performance da Indústria Automobilística, realizada em Indianápolis. O vice-presidente avaliou a situação ocorrida com Felipe Massa na classificação para o GP da Hungria de 2009 como ponto central da avaliação - mais ainda que o acidente fatal de Justin Wilson em Pocono, 2015, avaliado por ele como uma chance de "um em muitos milhões".
 
"Nós estávamos investigando um novo tipo de para-brisa. Acreditamos que podemos conseguir, sim, implantar alguma coisa que cubra a cabeça dos pilotos e que esteja diante deles, como um para-brisa. Deve atuar como um defletor", disse.
 
"Se pensar no acidente de Justin Wilson, foi uma situação de 1 em muitos milhões; mas olhamos para o acidente de Felipe Massa. Se tivesse uma espécie de proteção na frente dele, provavelmente teria desviado a mola. Por causa disso estamos vendo como uma solução mais provável", explicou.
 
O tal para-brisa é uma ideia semelhante ao Aeroscreen apresentado pela Red Bull na F1 e descartado por lá por ser mais complexo que o Halo. Por isso, Pappas respondeu que ainda não tem uma confirmação quanto a possibilidade de adaptação da proteção nos chassis atuais da Indy, os Dallara DW12.
Daniel Ricciardo testa Aeroscreen durante o primeiro treino livre da F1 em Sóchi, na Rússia, nesta sexta-feira (Foto: Getty Images)
"Houve uma discussão bem grande sobre isso, além de estudos para nos assegurarmos que não vamos cometer um erro em colocar alguma coisa no carro só para dizer que fizemos alguma coisa. Isso tem que ser bem investigado e analisado e logo temos que tomar a decisão para seguir adiante", falou.
 
Os aviões caça são a maior influência em termos de material. "Estamos vendo os caças, porque viajam a mais de 950 km/h e voando como pássaros. São materiais assim, mas também uma questão de como integrar isso num carro de corrida", falou. 
 
Por fim, Pappas afirmou que fechar completamente os cockpits não está sob consideração. Segundo ele, nem equipes e nem pilotos gostariam. "Em primeiro lugar, são monopostos com um cockpit aberto e há uma história que acompanha. Quando se fala com equipes e pilotos se vê que eles querem um cockpit aberto", afirmou.
 
"O outro lado é - e ainda mais importante - o aspecto da segurança. Precisamos tirar o piloto do carro em caso de acidente. Se há uma capotagem, dá para imaginar o tempo que levaria para abrir o cockpit fechado e tirar o piloto. Poderia colocar uma vida em risco", encerrou.

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