Indy
17/12/2016 06:00

Jejum de vitórias continua, mas Castroneves crava duas poles e fecha temporada no top-3 pela sétima vez

Helio Castroneves não brigou pelo título e saiu sem vitórias da temporada 2016, mas cravou duas poles e, pela sétima vez, encerrou o ano entre os três primeiros do campeonato
Warm Up
GABRIEL CURTY, de São Paulo
 

Helio Castroneves teve mais um bom ano na Indy. Veterano de 41 anos, o brasileiro novamente fez valer o grande carro da Penske e fechou a temporada pela sétima vez na carreira dentro do top-3 na classificação final. Em 2016, Helio mostrou mais regularidade nos resultados, mas também velocidade, cravando duas poles.
 
A temporada de Helio, porém, poderia ter sido melhor. O brasileiro, desta vez, não brigou pelo título e, assim como em 2015, fechou o ano sem nenhuma vitória. O último triunfo de Castroneves na Indy segue tendo sido em Detroit 2014.
 
Assim como Tony Kanaan, Castroneves também recebeu nota 7,5 do GRANDE PREMIUM por seu desempenho em 2016 e, em entrevista exclusiva, também não discordou da avaliação. Bastante competitivo em praticamente todas as provas, o paulista destacou as várias vezes que teve azar durante a temporada.
 
“Foi uma temporada boa, estive o tempo todo competitivo e entre os primeiros, liderando voltas, lutando por vitórias. Só que é verdade também que foi um campeonato com muitos acidentes que me prejudicaram e o pior é que não tive culpa em nenhum deles. Acho que dar nota é uma coisa muito subjetiva. Não vou ser muito cruel comigo, sei que me esforcei bastante, então, acho que mereço uma nota sete ou oito”, disse ao GP*.
Helio Castroneves teve mais um ano no top-3 (Foto: IndyCar)
Uma das maiores provas de como Helio teve azar em 2016 foi o que aconteceu na reta final da Indy 500. Durante a histórica 100ª edição, o brasileiro vinha em grande ritmo e até tinha chegado a liderar a corrida. Porém, um estabanado JR Hildebrand o acertou e tudo foi por água abaixo.
 
Aquele incidente tirou o quase sempre calmo Castroneves do sério. O brasileiro contou que após a prova JR tentou se desculpar, mas o sangue do brasileiro ainda fervia.
 
“Nem sei se passou no Brasil, mas o pessoal da Band filmou. Depois da corrida ele veio falar comigo, mas eu estava tão puto que nem quis conversa. Não sei se foi o momento mais frustrante do ano, mas certamente foi o lance que me deixou mais bravo”, afirmou.
Helio Castroneves guiou muito nas 500 Milhas de Indianápolis (Foto: Carsten Horst/Grande Prêmio)
Na mesma linha de Kanaan, Helio também não acha que o jejum de vitórias de mais de dois anos tenha alguma coisa  aver com queda de rendimento. O número de poles e o desempenho na pista, segundo o piloto da Penske, provam seu ponto.
 
“Vou ser muito honesto, isso não é nada legal. Mas quero deixar claro: as vitórias não aconteceram por detalhes, não porque eu perdi a mão da coisa. Continuo me sentindo muito motivado e competitivo e o cronômetro comprova isso. Isso não me deixa preocupado, não. Por favor, não me entenda mal. Isso pode até parecer que eu sou metidão, mas não é nada disso. É que um desafio como esse, de voltar a vencer, me deixa mais motivado ainda e essas adversidades me fazem crescer. Tenha certeza que estou mais motivado do que nunca”, falou.
 
De fato Helio teve uma quantidade quase surreal de azares neste ano. Além da pancada de Hildebrand na Indy 500, o brasileiro foi vítima constante de falta de sincronia entre parada nos boxes e bandeiras amarelas, teve furo de pneu quando liderava corrida e até carro decolando sobre sua cabeça em prova que tinha chances de vitória.
Helio Castroneves fez duas poles na temporada 2016 (Foto: IndyCar)
"Lembra de Pocono? Naquela corrida eu estava muito bem, o carro muito rápido e a nossa estratégia funcionando, só que aí levei aquela porrada nos boxes, só vi um carro voando sobre a minha cabeça e acabou a nossa corrida. É impressionante como tem temporada que acontecem coisas inexplicáveis”, seguiu.
 
Um dos nomes mais antigos do grid da Indy e também dos mais queridos, Helio garantiu novamente que a aposentadoria não é algo que passa por sua cabeça.
 
“Se há uma coisa que nunca parei para pensar foi em aposentadoria. Sei que mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer, mas não agora e nem em um médio prazo”, completou.

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