Mercedes-Benz Challenge
14/07/2016 19:57

Mercedes-Benz Challenge retorna ao circuito de Cascavel após quatro anos, e pilotos ficam na expectativa

A última etapa do Mercedes-Benz Challenge no autódromo de Cascavel foi em 2012, quatro anos atrás. Assim, vários pilotos do grid atual vão precisar aprender na marra a lidar com as exigentes curvas do traçado. Dentre elas, destaca-se o Bacião
Warm Up
Redação GP, de Porto Alegre
A expectativa é grande para a quarta etapa do Mercedes-Benz Challenge, que será disputada no próximo domingo (17), às 11h, no Autódromo Internacional de Cascavel. Sem competir desde 2012 nos 3 km da tradicional pista do Oeste paranaense, pilotos e equipes esperam uma prova tecnicamente desafiadora, especialmente pelas características do traçado. 
 
Dos mais experientes às estrelas recentes do torneio, a opinião geral é de que a prova terá no chamado Bacião seu ponto de definição. Curva de maior raio do automobilismo brasileiro, com 300 metros de extensão, o trecho de alta velocidade começa em descida e termina em subida. Em conjunto com a reta que a precede, também em declive, o Bacião já foi comparado por diversos pilotos à Eau Rouge, a mais famosa curva da Fórmula 1, situada no traçado belga de Spa-Francorchamps. 
O Mercedes-Benz Challenge regressa ao circuito de Cascavel (Foto: Fábio Davini)
"Cascavel é uma pista que me agrada muito. É bastante desafiadora. O Bacião é uma curva com mergulho às cegas e exige do piloto uma certa dose de arrojo para levar alguma vantagem. Segundo a minha equipe, que conhece bem o traçado, as ondulações do piso vão dar trabalho no acerto do carro. Essas irregularidades do asfalto exigem um ajuste um pouco mais elaborado de suspensão" diz o experiente Max Mohr.
 
Já para Fernando Fortes, vencedor da etapa de Goiânia na divisão CLA AMG Cup, contornar o Bacião exige mais do que apenas técnica. "Na verdade, você tem que acreditar que é capaz de fazer rápido. Ela tem um ponto cego no qual você tem que dar motor, mas não consegue enxergar a saída. É sensacional. É daquelas curvas que dão um frio na barriga, que fazem com que a gente ame pilotar um carro de corridas", detalha. 
 
Fortes, todavia, pondera: os pilotos também precisam prestar atenção nas demandas dos outros trechos da pista.
 
"Acho que a receita para uma volta perfeita em Cascavel depende do bom equilíbrio e acerto do carro. O piloto precisa acreditar na sua tocada", diz ele, referindo-se à capacidade técnica de cada competidor. "Para virar rápido lá, você tem que andar um pouco acima do limite. É realmente um grande desafio", opina.
O Mercedes-Benz Challenge regressa ao circuito de Cascavel (Foto: Fábio Davini)
Max Mohr aposta na troca de informações entre os pilotos para chegar rápido ao acerto ideal em uma pista que o torneio não visita desde 2012.
 
"Eu mesmo não competi em Cascavel pelo Mercedes-Benz Challenge. Conto com a experiência da equipe para nos auxiliar. A troca de informações dos pilotos também será muito útil", observa. Mas o piloto catarinense diz que a maior parte das ultrapassagens não acontecerá no famoso Bacião. "Desse ponto até a Curva 6 será onde os pilotos terão mais chance para ultrapassar", prevê Mohr.
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