Mercedes-Benz Challenge
11/12/2016 14:21

Ribeiro é campeão do MB Challenge em prova encerrada com safety-car. Gottschalk para oito vezes, mas é bi da C250 Cup

Um forte acidente de João Lemos fez os últimos 13 minutos da decisão do Mercedes-Benz Challenge em Interlagos acontecerem sob safety-car. Adriano Rabelo e Marcos Paioli/Peter Michael Gottschalk venceram na CLA e C250, mas foram Luiz Carlos Ribeiro e Peter 'Tubarão' Gottschalk que levaram o campeonato
Warm Up, de Interlagos
PEDRO HENRIQUE MARUM, de São Paulo
 

A temporada 2016 do Mercedes-Benz Challenge terminou em safety-car. Após uma batida forte de João Lemos neste domingo (11), a etapa de Interlagos da categoria da marca alemã foi até o final, os últimos 13 minutos, sob a condução do carro de segurança. Fernando Fortes tinha o título em mãos, mas problemas nos boxes entregaram de bandeja para Luiz Carlos Ribeiro.
 
O gaúcho foi regular durante a prova, andando entre quinto e terceiro o dia inteiro e, sem sobressaltos, terminou com a quarta colocação. Com o problema, Fortes foi para quinto e perdeu as chances de vencer o campeonato. Adriano Rabelo ganhou a corrida.
 
Na classe C250, uma emoção inesperada. Peter Michael Gottschalk, o Tubarão, se viu às voltas com um problema de câmbio e parou oito vezes entre pista e boxes. Como apenas oito carros terminaram a corrida, ele conseguiu ser campeão por um único ponto de vantagem para a dupla de companheiros de equipe formada pelo pai, Peter Gottschalk, e por Marcos Paioli.
 
O destaque negativo da prova ficou para a preocupação com João Lemos. O português sofreu um sério acidente, bateu de frente no muro e capotou. Ainda ficou por alguns minutos dentro do carro, causando preocupação. Mas saiu sem maiores problemas. 
Luiz Carlos Ribeiro, campeão do Mercedes-Benz Challenge (Foto: Fábio Davini/Vicar)
Confira como foi a prova:
 
Depois do agito que foi a decisão do campeonato 2016 da Stock Car, definido em prol de Felipe Fraga, o Mercedes-Benz Challenge largou para a sua própria decisão. E correndo pelo campeonato, Fernando Fortes largou bem e não deu espaço para Beto Gresse. Na C250, Peter Michael Gottschalk, o Tubarão, pulou para terceiro no lugar de Fábio Escorpioni.
 
Gresse, que dá pinta de que ia perseguir Fortes, ficou para trás rapidamente nas primeiras voltas. Caiu para sexto, influenciando na classificação do campeonato, porque Luiz Carlos Ribeiro, dessa forma, era terceiro. 
 
Com 12 minutos de prova, susto na disputa do título da C250: Tubarão parou na pista com algum problema no carro. Logo voltou a acelerar, mas perdeu três posições para Escorpioni, João Lemos e Flavio Andrade. Tamanha sua vantagem, ainda era campeão mesmo assim e com Peter Gottschalk/Marcos Paioli na liderança.
 
Ainda na primeira metade da prova a Cordova vivia momentos bem distintos: Adriano Rabelo passava Ribeiro pelo terceiro lugar enquanto a dupla familiar de Lorenzo e Paulo Varassin rodava. Quem também rodou foi o português Lemos, devolvendo uma posição ao líder da C250. Outro a rodar foi Bruno Alvarenga.
 
O box abriu mais ou menos a 23 minutos do final, abrindo a possibilidade para paradas. Gresse, com um rendimento ruim, logo foi. E Tubarão voltou a ter problemas e parar na pista por um instante. 
 
Quando restavam 20 minutos e os boxes ainda estavam em frenesi, Fortes mantinha 2s8 de frente para Fernando Amorim, o segundo colocado. Ribeiro, em quarto, estava no limite da briga. Na C250, Paioli fez o pit-stop e passou o carro para Gottschalk com uma vantagem de 14s para o segundo colocado, então Cláudio Simão. Tubarão caiu para nono e via sua conquista ficar a perigo.
 
Até que, com 13 minutos de corrida, uma acidente forte com Lemos. O português perdou o carro e foi de frente ao muro. Bateu frontalmente e lavantou voo, aterrissando de cabeça para baixo. Safety-car na pista e minutos de preocupação com Lemos, que ficou dentro do carro. Saiu, felizmente, sem maiores problemas físicos.
 
Mas enquanto todo mundo se espantava com o acidente, Fortes teve algum problema que não ficou claro no pit-stop. Entrou em primeiro, saiu em quinto. As chances de título haviam minguado.
 
A corrida jamais voltou a ter bandeira verde. Rabelo venceu, seguido por Gresse e Amorim. Luiz Carlos Ribeiro terminou como campeão. Na C250, Tubarão acabou perdendo um caminhão de posições, mas ficou com o título apesar da vitória do pai junto de seu chefe serem os campeões. 

Ao comentar sobre a corrida, Rabelo disse que o fator decisivo para a vitória foi uma boa passagem pelos boxes. “Larguei em quinto, tinha um ritmo bom e um carro bom e fiz uma parada muito boa. Na parada acabei ganhando a corrida, a equipe está de parabéns. Dei duas voltas muito rápidas após a parada, então elas me ajudaram a chegar na frente e sair com essa vitória”, comentou.
 
Já sobre a sua temporada, o piloto esperava um desempenho melhor, mas que espera estar na briga pelo título em 2017. “Foi um ano difícil para mim, de muita quebra, praticamente fiquei quatro corridas foras, duas batidas e duas quebras, e terminar o ano com vitória é gostoso, uma ótima motivação para começar 2017 para tentar buscar o campeonato”, finalizou.


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