Mitsubishi
06/09/2016 00:50

Experiência no Dakar ajuda Equipe Mitsubishi Ralliart Brasil no desafiador segundo dia do Rali dos Sertões

A segunda especial do Rali dos Sertões de 2016 teve passagem pelo icônico Rio Bagagem e muitos desafios pelas serras goianas, começando em Pedro Bernardes e acabando em Cavalcante
Warm Up
Redação GP, de São Paulo
A cada dia, o Rali dos Sertões revela surpresas e desafios inesperados. O segundo, realizado nesta segunda-feira (5), cumpriu a promessa da organização de ser um dos mais difíceis dessa edição. 
 
"Foi uma especial bem exigente e a experiência que adquirimos no Rali Dakar, Rali do Marrocos e outras provas que já fizemos ajudou bastante. Os primeiros 100 km foram muito duros e viemos em um ritmo bem forte. Colocamos o ASX Racing à prova extrema", explicou Guiga Spinelli.
 
"Até que quebraram os parafusos de uma das rodas. Ainda não sabemos o motivo, pois a equipe conferiu o aperto antes da largada. Conseguimos consertar, mas perdemos muitos minutos e saímos na poeira dos outros carros", disse o piloto, que garantiu o sétimo tempo de hoje.
 
A prova teve mais de 300 km de especial, com longas retas e estradas de fazendas bem estreitas, sinuosas e com muitas lombas e lombadas. A prova passou por uma região montanhosa, com muitas pedras, lajes e zonas de trial com grandes erosões. Além disso, teve a passagem pelo icônico Rio Bagagem, que já esteve presente em outras edições do Rali dos Sertões. "É um rio com pedras grandes no fundo e tem que tomar muito cuidado. É largo e não muito fundo, com a água transparente", falou Guiga. O Rio Bagagem fica no município de Niquelândia é e um dos formadores do lago da hidrelétrica de Serra da Mesa. 
Segunda especial do Sertões foi muito exigente (Foto: Marcelo Maragni/Mitsubishi)
"Quanto pior foi o rali daqui pra frente, melhor para nós. Não temos nada a perder", garantiu o navegador Youssef Haddad. "Vamos aproveitar os últimos cinco dias para desenvolver ainda mais o ASX Racing e ver os resultados a cada etapa. Hoje a especial foi muito completa, parecia um dia de Dakar pela quilometragem e complexidade", completou.
 
06/09 - Etapa 3 - Cavalcante-GO/Posse-GO
Deslocamento inicial: 22,95 km
Trecho especial: 376,41 km
Deslocamento final: 244,12 km
Total do dia: 643,48 km
 
O terceiro dia terá uma especial muito técnica e complicada. No início, haverá estradas sinuosas, com muitas erosões e depressões. A prova prossegue por uma região montanhosa, com muitas subidas e descidas fortes e com trechos de trial. A prova se mantém sinuosa por estradas menores, alternando entre média e alta velocidade, com muita navegação até o último trecho, onde a velocidade aumenta e segue assim até o final. O piso predominante é o de cascalho, porém, com muitas pedras, estradas de piçarra e pequenos trechos de areia.
 
"Será uma especial muito parecida e com subidas de serra. O agravante será o longo deslocamento final, de 245 quilômetros. Isso irá atrapalhar muito o dia e a equipe terá que trabalhar durante a noite", afirmou Youssef.
 
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