Motociclismo
18/03/2015 20:50

Confirmado em divisão da Moto 1000 GP, Granado define saída do Mundial como “estratégia visando futuro”

A estratégia de Eric Granado para 2015 é dar um passo atrás do Mundial de Motovelocidade para não ser relegado ao fim da fila e tentar voltar em 2016 mais experiente e com moral. Enquanto isso, o piloto de 18 anos vai aproveitar para disputar o Europeu de Moto2 e a Moto 1000 GP, divisão GP 600
Warm Up
JULIANA TESSER, de São Paulo
VICTOR MARTINS, de São Paulo
PEDRO HENRIQUE MARUM, de Rio de Janeiro
Eric Granado não vai participar do Mundial de Motovelocidade em 2015. Depois de dois anos como titular na Moto3, o paulista preferiu mudar de ares. Normalmente alguém que deixa o Mundial para competir em campeonatos continentais não faz uma escolha, mas no caso do jovem Granado, ainda com 18 anos de idade, é. Em 2015, ele vai disputar o Campeonato Europeu de Moto2 e vai também competir no Brasil, na Moto 1000 GP, divisão GP 600.
 
Granado assume a mudança como uma proposta estratégica. Ele quer voltar ao Mundial em 2016, sim, mas que seja após um ano de bons resultados e liberdade para andar mais à frente e numa categoria acima. E já que o calendário mais brando permite, vai dar alguns passos no Brasil. Com o aporte da Honda, o jovem chega à Moto 1000 GP, divisão GP 600 com grandes expectativas.
 
"A gente fez uma estratégia visando o futuro. A gente tinha possibilidade de ficar no Mundial, tanto na Moto 2 quanto na Moto 3, mas ficar por ficar não valeria a pena. Preferi optar pelo Europeu de Moto 2, me readaptar à categoria e voltar ao Mundial mais forte no ano que vem", disse. 
Eric Granado (Foto: LaGlisse)
"E no Brasil, como o Europeu tem menos provas que o Mundial, vou fazer a Moto 1000 GP , divisão GP 600, com o apoio da Honda. É bom para estar em contato com a moto, o motor da CBR 600 é o mesmo que eu uso na Moto2, então vai ser bom para me preparar para voltar o Mundial em 2016", explicou.
 
Mudar, no entanto, não é um retrocesso, para Granado. Sair de uma Moto3 onde o peso da moto não ajuda para uma competição de Moto2 com melhores oportunidades de andar mais acima no pelotão deixa o piloto otimista. 
 
A chance de subir para a Moto2 até existia, de acordo com ele, mas o preço a pagar seria alto demais para uma recompensa não tão grande.
 
"Não, acho que é um passo adiante, porque eu subi de categoria. A Moto3 para mim, realmente, por causa do meu peso, o esforço que eu estava fazendo não me deixava andar na frente como eu queria. Na Moto2, como eu disse, até tinha oportunidade, mas o investimento era muito alto. Fazer um investimento assim para andar atrás do décimo lugar não vale", avaliou.
 
"Sofri dois anos na Moto3 e aprendi que não serve de nada. Então, melhor fazer algo que eu aprenda, evolua, e volte em 2016 mais preparado para o Mundial", concluiu.
 
A melhor colocação de Granado no Mundial foi um nono lugar no GP da Itália de 2013.


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