Motociclismo
18/02/2016 19:21

Pioneiro do Brasil no TT da Ilha de Man, Paschoalin anuncia participação na Subida de Pikes Peak a bordo de Yamaha MT-07

Único brasileiro a disputar o Troféu Turista da Ilha de Man, Rafael Paschoalin anunciou que vai participar da tradicional Subida de Pikes Peak, no Colorado, nos Estados Unidos
Warm Up
Redação GP, de São Paulo
Rafael Paschoalin gosta mesmo de um bom desafio. Único brasileiro a disputar o Troféu Turista da Ilha de Man, o paulista de 32 anos vai encarar um novo desafio na temporada 2016: a Subida de Pikes Peak.
 
Segundo evento mais antigo do calendário do esporte a motor dos Estados Unidos —atrás apenas das 500 Milhas de Indianápolis —, a prova do Colorado é um desafio não só para o corpo, mas também para a máquina, já que os participantes chegam aos 4.300 metros de altitude.
PaddockGP #16 recebeu o piloto Rafael Paschoalin (Foto: Nathália De Vivo /Grande Prêmio)
Na Corrida às Nuvens, os pilotos enfrentam um percurso de 19,99 km, com um total de 156 curvas, em um traçado completamente asfaltado.
 
Em entrevista ao Paddock GP, programa de debates e entrevistas do GRANDE PRÊMIO, Rafael anunciou sua participação na prova e contou que o fará utilizando uma Yamaha MT-07.
 
“Este ano eu mudei um pouquinho o foco e eu vou correr Pikes Peak, nos Estados Unidos”, anunciou. “Para quem não conhece, acho que muita gente não conhece, é bem desconhecido até perto do TT, é uma subida de montanha, tem 156 curvas, e 20 km”, explicou.
 
“O problema todo é a altitude. Você começa a 2.300 metros e termina a mais de 4 [mil], então lá em cima falta oxigênio, tanto para o motor, quanto para o piloto”, apontou. “Eu acho que é mais difícil de decorar do que o TT. No TT, são cem curvas a mais, mas você tem casa, você tem uma igreja, uma escola, um poste... Lá é só pinheiro verde e, de um trecho para frente, é só abismo, céu. Então é muito difícil de decorar”, frisou.
 
Paschoalin lembrou que as corridas de moto ficaram um tempo ausentes da programação de Pikes Peak, mas uma alteração no regulamento facilitou o caminho até lá.
 
“Pikes Peak começou em 1916, este ano faz cem anos. Quando teve o primeiro ano, lá atrás, correram motos e carros. Depois, em algumas ocasiões as motos não correram, e este ano eles mudaram muito o regulamento, porque nas duas últimas edições houve mortes”, relatou. “Eu, quando me inscrevi neste ano, falei que queria ir de R1, aí os caras me responderam: ‘R1 não pode’”, continuou.
 
“Só pode hoje em dia moto com guidão inteiro, ou seja, naked ou trail, justamente porque são motos mais lentas. Aí eu me inscrevi de MT-07, que é uma moto que vende aqui no Brasil e vai ser bem legal andar com ela lá”, considerou.
 
Assim como TT, Pikes é uma corrida contra o relógio, mas Rafael coloca a ausência de treinos como um ponto extra de dificuldade. 
 
“É uma subida de montanha, você corre sozinho, ganha quem faz o melhor tempo e, de dificuldade, acho que além das curvas e a dificuldade de memorizar cada uma delas, é que não tem treino quase. Você tem um dia de treino que você anda só no comecinho, no outro dia você anda na metade, e no último dia você anda no final, e aí você vai correr”, comentou.
 
Para se preparar para a altitude da disputa no Colorado, Paschoalin pretende treinar de uma espécie de estufa, seguindo o exemplo de Guy Martin.
 
“O Guy Martin correu essa prova dois atrás e ele fez um negócio muito legar que eu quero fazer. Ele fez uma espécie de uma estufa e ele colocou a razão de oxigênio igual a de Pikes Peak, e aí ele pedalava dentro dessa estufa. Ele pedalava e treinava nessa condição. Eu acho que faz toda diferença”, avaliou. “Mas é uma prova bem curta, é uma prova de dez minutos, diferente do TT, que são duas horas de corrida”, comparou.
 
“Nos 4 mil, a moto perde 30% de potência. Nos carros, a maioria é turbo, justamente por essa falta de oxigênio, mas as motos — eu queria ir de moto turbo também — não pode mais, então tem que ser aspirado”, completou. 
Rafael Paschoalin é o único brasileiro no TT da Ilha de Man (Foto: Divulgação)
Antes de Rafael, um outro brasileiro conseguiu aprovação para participar da tradicional prova do Colorado, mas Marthyn Decker teve de desistir do evento após fraturar a clavícula em um acidente de bicicleta pouco antes.
 
Criada em 1916, a Subida de Pikes Peak tem entre seus participantes nomes como Mario Andretti, Al Unser, Michèle Mouton, Ari Vatanen, Romain Dumas, Guy Martin e Sébastien Loeb. O astro do WRC, aliás, superou em 2013 o recorde da prova, que estava em poder de Rhys Miller desde o ano anterior, por 1min30s. O francês usou um Peugeot 208 T16.
 
A edição 2016 da Subida de Pikes Peak acontece entre 18 e 26 de junho, pouco após o TT da Ilha de Man, agendado para o início do mesmo mês.
VEJA A EDIÇÃO #16 DO PADDOCK GP, COM RAFAEL PASCHOALIN


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