MotoGP
18/11/2017 10:14

Ainda em fase de adaptação, Redding vê mudança para Aprilia mais difícil e fala em tornar moto “mais amigável”

Scott Redding estreou com a Aprilia no teste coletivo de Valência e falou em tornar a moto mais amigável. Britânico avaliou que a mudança de Honda para Ducati foi mais fácil do que de Ducati para Aprilia
Warm Up, de Valência
JULIANA TESSER, de Valência

Scott Redding fez sua estreia na Aprilia no teste coletivo da MotoGP em Valência. Após dois dias de exercícios, o britânico ficou com o 19º tempo, 2s042 atrás de Marc Márquez, o líder dos trabalhos.
 
Falando à imprensa pouco após o encerramento dos treinos, Redding admitiu que esperava uma mudança mais fácil, mas destacou que tem um bom feeling com a RS-GP.
Scott Redding debutou com a Aprilia no teste de Valência (Foto: Michelin)

“Eu esperava que fosse um pouco mais fácil do que a Ducati, mas foi, não mais difícil, mas o estilo do motor e do chassi são bem diferentes”, disse Redding. “Como quando eu fui da Honda para a Ducati, elas eram meio similares de certa forma, mas era mais fácil quando fui para a Ducati. Agora, é como se a característica do motor estivesse voltando. Então essa é uma coisa que sinto que precisamos trabalhar para o futuro, mas, no geral, o feeling com a moto é bom”, seguiu.
 
“Ela vira… em lugares estranhos, mas viro, então posso pegar as mesmas linhas que a Yamaha e tal. Mas foi com isso que tive mais dificuldade. Quando estava tentando baixar o tempo de volta, foi nessas áreas que eu tive mais dificuldade”, comentou. “Não era sobre frear mais forte ou acelerar, mas sobre onde você está freando e quando velocidade leva para a curva. A moto precisa de velocidade de curva. Então eu preciso tentar entender isso, mas é realmente difícil”, apontou.
 
Companheiro do britânico, Aleix Espargaró ficou com o nono posto, e Redding considera que o catalão está pilotando acima do que a moto italiana permite fazer.
 
“O estilo de pilotagem de Aleix, honestamente, ele está pilotando bem para fazer o que faz. A moto não faz naturalmente as coisas que deveria fazer, e você precisa pilotar bastante acima nos freios. Eu estava fazendo isso, mas o meu nível para o dele é outro passo. Então é só uma daquelas coisas que você precisa de tempo para se adaptar e fazer”, comentou. “Estou certo de que, dando uma pausa e voltando em Jerez, como aconteceu quando eu fui para a Ducati, você começa em uma nova pista, você não tem aquelas linhas em mente, você tem uma página nova para trabalhar. Vamos ver”, seguiu.
 
“No início, eu disse: ‘A moto é muito rígida, agressiva’, então mudamos algumas coisas para torná-la mais ágil, deixar o motor mais macio. Eu voltei hoje, fizemos isso e aquilo, e está melhor. Então, no fim, é só encontrar o caminho”, reforçou.
 
Um dos pilotos mais altos da categoria, Redding se disse confortável na RS-GP e contou que a equipe de Noale fez uma pedaleira maior para ajudá-lo, mas a peça acabou lhe tirando um pouco de agilidade.
 
“E é isso, tentar ficar confortável na moto, porque ela é bem diferente em termos de tamanho. Nas curvas, realmente não me afeta, parece bem bom, mas na reta sinto falta de alguma coisa. Nós tentamos pedaleiras mais longas, que eles fizeram ao longo da noite, e foi bem bom”, comentou. “Me senti melhor na reta, muito mais posicionado, mas acho que estava afetando o manejo um pouco mais. Pois, quando eu caí e voltei com a segunda moto, a agilidade voltou bem rápido, e a única diferença eram as pedaleiras”, explicou.
 
“Então temos de pensar nisso um pouco para ver o que fazer. No fim, foi bom ter uma pequena queda para testar isso depois, para voltar e ver o que era melhor. Testamos algumas coisas, retrocedemos com a eletrônica, mas eu só quero tornar a moto mais amigável”, concluiu.
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