MotoGP
22/09/2017 10:11

Aleix Espargaró defende Catalunha e critica postura “lamentável” do governo da Espanha: “Estão ignorando a democracia”

Ao contrário de muitos de seus pares, Aleix Espargaró preferiu não se calar e criticou a repressão do governo da Espanha ao referendo convocado em prol da independência da Catalunha. Piloto da Aprilia defendeu que as pessoas possam manifestar suas opiniões e avaliou que o governo de Mariano Rajoy está ignorando a democracia
Warm Up
Redação GP, de São Paulo

Sempre disposto a manifestar suas opiniões, Aleix Espargaró não fugiu da raia nem mesmo ao tratar de um assunto polêmico. O piloto da Aprilia criticou a repressão do governo da Espanha e defendeu que o povo da Catalunha tem direito de manifestar sua opinião.
 
O governo de Mariano Rajoy considera ilegal o plebiscito convocado para 1 de outubro sobre a independência da Catalunha. Na quarta-feira, a Guarda Civil fez buscas em vários prédios do governo catalão e prendeu 14 funcionários que supostamente estão envolvidos na preparação do referendo. Além disso, policiais confiscaram cédulas de votação.
Aleix Espargaró defendeu liberdade de voto na Catalunha (Foto: Aprilia)

Ao contrário da maioria dos pilotos, que preferiu não entrar na polêmica, Aleix defendeu o referendo em entrevista à Catalunya Radio.
 
“É lamentável o que o governo espanhol e a Guarda Civil estão fazendo. Estão ignorando a democracia”, disparou Aleix. “Realmente é uma pena, porque parece que retrocedemos e vamos para uma guerra civil. Eu não esperava isso. É mais uma prova de que a Espanha tem muito medo de ficar sem a Catalunha”, comentou o catalão.
 
“Creio que, pelo menos, o que está bem claro é que as pessoas têm de ter o direito de decidir. Tem de ter democracia. Não se pode perder a paz e parece que estamos perdendo, e isso porque falta uma semana para o 1 de outubro”, avaliou. 
 
Caçula entre os irmãos Espargaró, Pol também defendeu a liberdade de escolha da Catalunha.
 
“Teria de ter um pouco de liberdade, que cada um escolha o que pensa ou o que quer”, opinou. “Evidentemente, sou partidário do voto. Estamos em uma civilização muito evoluída que precisa se entender conversando e na democracia, e sou parte dela. Evidentemente, não me parece bem o que está acontecendo em Barcelona. Nem a mim e nem a ninguém, porque privam muitos direitos. Mas é assim e os catalães, aconteça o que acontecer, seguirão em frente”, concluiu.
 
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