MotoGP
07/01/2017 11:51

Casa da F1 há 30 anos, Hungaroring revela projeto para receber MotoGP a partir da temporada 2018

Os responsáveis por Hungaroring admitiram que trabalharam para adaptar o circuito de Budapeste às exigências do Mundial de Motovelocidade para poder receber a elite do motociclismo mundial a partir de 2018. Reforma não ameaça F1
Warm Up
Redação GP, de São Paulo
 
O bom momento da MotoGP atrai cada vez mais interessados em receber uma etapa da categoria. Desta vez, foram os responsáveis pela pista de Hungaroring que revelaram que trabalham para receber o Mundial de Motovelocidade a partir da temporada 2018.
 
Palco do GP da Hungria de F1, a pista de Budapeste foi recapeada pela primeira vez desde a construção em 1985 no início do ano passado, mas o circuito vai passar por uma modernização em 2017, com algumas mudanças em curvas e áreas de escape, além da construção de um novo prédio para os pits, uma nova arquibancada, um museu e um centro de visitantes.
Hungaroring recebe a F1 desde 1986 (Foto: Mercedes/Twitter)

As mudanças visam atender as exigências da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) para homologação da pista para o Mundial de Motovelocidade.
 
Falando à emissora húngara M1, Zsolt Gyulay, diretor-executivo de Hungaroring, afirmou que as obras no traçado vão levar em conta as demandas da FIM.
 
“Durante a construção, vamos conversar com a FIM para poder tornar a pista elegível para corridas da MotoGP”, disse Gyulay. “Se houver uma vontade de todos os lados, nós precisamos transformar Hungaroring — principalmente com mudanças nas curvas e áreas de escape — em uma pista elegível para corridas de moto”, seguiu.
 
“[Para ter uma corrida da MotoGP] o governo húngaro tem de estar a bordo, e nós acreditamos que ele está”, contou. 
 
A MotoGP previa uma corrida na Hungria em 2009 em Balatonring, mas o projeto encontrou dificuldades financeiras e a pista nunca foi concluída. No ano seguinte, Aragão acabou assumindo essa vaga no calendário do Mundial.
 
Hungaroring recebeu a classe rainha do Mundial de Motovelocidade em 1990 e 1992, em corridas que foram vencidas por Mick Doohan e Eddie Lawson.
 
Além disso, Gyulay destacou que o futuro da F1 no traçado de Budapeste está garantido, especialmente após a renovação do contrato até 2026. O dirigente destacou que o novo vínculo veio em um momento importante, já que o Mundial mudou de donos com a chegada do Liberty Media.
 
“Foi um passo muito importante, porque, em termos de custos, o novo contrato foi assinado em condições mais favoráveis”, comentou. “Como estendemos nosso contrato até 2026, a taxa não será tão alta”, explicou.
 
“Ter um contrato até 2026 também nos dá segurança, pois as mudanças no comando da F1 poderiam ser perigosas para as pistas europeias que tradicionalmente pagam menos do que as novas ou as do extremo oriente”, indicou. “Neste sentido, nós estamos seguros. E esta é uma boa notícia”, completou.

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