MotoGP
13/03/2017 11:00

Chefe da Ducati promete luta incansável pelo título, mas admite: “Neste momento, não estamos prontos para fazer isso”

Chefe da Ducati, Gigi Dall’Igna afirmou que seu único objetivo é recolocar a fábrica de Bolonha no topo da MotoGP. Dirigente admitiu, entretanto, que a escuderia vermelha ainda não está em condições de fazer isso
Warm Up
Redação GP, de São Paulo
 
Chefe da Ducati Corse, Gigi Dall’Igna reconhceu que a Ducati ainda não está em condições de brigar pelo título da MotoGP. O dirigente abriu o ano destacando que a casa de Bolonha tinha eliminado todas as desculpas ao contratar Jorge Lorenzo, mas agora admite que ainda precisa melhorar um pouco mais a performance da Desmosedici.
 
No domingo (12), a Ducati fechou a última bateria de testes da pré-temporada com Andrea Dovizioso e Jorge Lorenzo no top-5 combinado. O italiano ficou em segundo, 0s071 atrás do líder Maverick Viñales, enquanto o espanhol fez o quarto melhor registro, 0s189 mais lento que o ponteiro.
 
Em entrevista à emissora espanhola Movistar, Dall’Igna reconheceu que a Ducati traçou um objetivo difícil, mas garantiu que a fábrica de Bolonha não vai descansar até voltar à brigar na ponta da MotoGP.
Gigi Dall'Igna reconheceu que Ducati ainda não está em condições de brigar pelo título (Foto: Ducati)

“Evidentemente, nosso objetivo é chegar na frente de todo mundo. Um objetivo difícil, dificílimo, mas foi o que nós traçamos. Até estarmos na frente com um dos nossos pilotos, não vamos descansar”, disse Dall’Igna. “Estamos contentes com o trabalho realizado por Dovizioso nesta pré-temporada. Acho que, especialmente em Sepang e aqui no Catar no primeiro dia, ele fez um bom teste e nos deu comentários valiosos sobre o desenvolvimento que fizemos na moto”, elogiou.
 
“No caso de Jorge, porém, ainda resta trabalho a fazer, mas estou muito contente do que fizemos juntos. Acho que conseguiremos chegar a tempo de exprimir todas as qualidades da nossa moto e tentaremos reduzir os aspectos negativos”, opinou.
 
Ainda, Dall’Igna falou mais um vez sobre a exótica carenagem da Ducati e se disse satisfeito com o resultado deste primeiro teste.
 
“Estou bastante contente com os resultados obtidos com a nova carenagem. Aqui só se trava de coletar dados sobre o que ele adiciona, e estou satisfeito, porque as simulações que fizemos refletem bastante os primeiros resultados que obtivemos”, contou. “Está claro, no entanto, que teremos de trabalhar para analisar melhor os dados, mas, obviamente, a carenagem tem aspectos positivos e negativos, nos quais teremos de trabalhar para reduzi-los”, seguiu.
 
“Sob o ponto de vista da aceleração, a carenagem vai bem, por outro lado, sob o ponto de vista aerodinâmico puro, de velocidade pura e por alguns problemas no centro da curva, temos de ajustar algumas coisas”, explicou. “As aletas são como todas as peças da moto, quando você faz uma modificação, consegue ganhar em alguns pontos e perder em outros, é normal e também acontecia com as asas. É preciso tentar reduzir o negativo ao máximo. No ano passado nós fizemos um grande trabalho com as asas e com o compromisso global que conseguimos obter. Este ano estamos nas primeiras fases de soluções aerodinâmicas e confio que isso nos ajude a melhorar em geral”, comentou.
 
Ainda, Gigi reconheceu a dificuldade do desafio de Lorenzo, que passou a carreira toda com a Yamaha e encara sua primeira temporada com a Desmosedici.
 
“Lorenzo está fazendo um trabalho difícil. Mudar de moto é complicado, especialmente se esteve sempre com a mesma, como é o caso dele, e que esteve sempre com as mesmas pessoas”, ponderou. “Esta claro que ele fez uma grande mudança neste inverno e é normal que tenhamos encontrado dificuldades que vamos tentar resolver. As pessoas sempre mudam um pouco, mas eu conheço Jorge desde que ele era um menino e está claro que ele mudou, amadureceu, sabe o que quer e o que pode conseguir. Mas o caráter, no fundo, é o mesmo e, sinceramente, me alegro que ele continue sendo como era”, indicou.
 
Por fim, Dall’Igna reconheceu que a Ducati ainda não está em condição de lutar pelo título da MotoGP, mas ressaltou que esta seguirá sendo sua meta enquanto for funcionário de Borgo Panigale.
 
“Nosso objetivo depois de contratar Jorge é lutar pelo Mundial. Está claro que, neste momento, não estamos prontos para fazer isso, mas temos soluções pare reduzir os problemas que temos e tudo vai depender do quão bem fizermos e da velocidade com que vamos levar essas soluções para a pista”, observou. “Eu tenho um único objetivo e vai seguir sendo assim neste ano, no próximo e sempre que eu trabalhar neste mundo: tentar que a Ducati ganhe o campeonato mundial”, encerrou. 

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