MotoGP
15/11/2017 05:00

Estreante, Morbidelli exalta moto “divertida” da Honda e fala em “um dos dias mais bonitos da minha vida”

Campeão da Moto2, Franco Morbidelli classificou a estreia na MotoGP como um dos melhores dias de sua vida. Piloto da Marc VDS exaltou a moto da Honda e relatou que teve mais dificuldades com o wheelie
Warm Up, de Valência
JULIANA TESSER, de Valência

O primeiro dia de testes coletivos da MotoGP em Valência marcou a estreia de Franco Morbidelli na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Campeão da Moto2, o #21 vai defender a Marc VDS na divisão principal do certame.
 
Montando a RC213V pela primeira vez, Morbidelli classificou a experiência como “um dos dias mais bonitos da minha vida” e contou que a moto da Honda é exatamente como esperava.
 
“Foi, seguramente um dos dias mais bonitos da minha vida. São tantos dias bonitos na vida que é difícil dizer”, afirmou Morbidelli. “Foi fantástico. Foi um dia muito bom para mim. A moto é muito divertida, muito potente. Nós estamos trabalhando para melhorar. [A moto] é exatamente como eu esperava”, seguiu.
Franco Morbidelli guiou a MotoGP pela primeira vez em Valência (Foto: Marc VDS)
Questionado se trabalhou com a eletrônica da moto neste primeiro dia com a RC213V, Morbidelli explicou que está mexendo aos poucos nesta área.
 

“Muito pouco. Muito pouco. Fizemos alguma coisa para ver como tudo funcionava, mas não”, relatou. “Eu comecei acho que com uma eletrônica básica e já no final eu estava começando a precisar de um pouco mais de potência na aceleração. Foi uma eletrônica básica para começar e para ter o primeiro contato com a MotoGP. Acho que foi uma boa escolha”, opinou.
 
No primeiro dia com o protótipo 1000cc, Morbidelli completou um total de 78 voltas, menos apenas de Maverick Viñales, e cravou sua melhor marca em 1min32s762, 2s5 atrás do #25, que ditou o ritmo na terça-feira.
 
“Foi um bom primeiro dia. Eu curti muito na moto. Foi bom testar uma MotoGP e foi bom trabalhar com a nova equipe. Eu me senti bem. E todo o pessoal da Michelin e todo o pessoal da HRC, então eu me sinto bem. Eu gostei da moto e eu gostei de pilotar esta moto”, ressaltou.
 
Questionado sobre o que foi mais difícil, Franco respondeu: “Eu tive dificuldade com o wheelie um pouco mais do que com as outras partes, porque eu tenho muito isso nesta pista. Comparado com a Moto2, é algo completamente novo. Eu tenho de me acostumar com isso e tenho de aprender como controlar”. 
 
O italiano destacou, também, que terá de melhorar sua forma física, já que a MotoGP é bastante mais exigente.
 
“Acho que vou ter de treinar um pouco mais na academia. A freada é um pouco mais exigente em comparação com a Moto2. A Moto2 é muito mais suave e você chega muito mais lento na curva, então quando você freia, não tem de apertar tanto os freios. Então, é, vou ter de trabalhar um pouco mais na academia”, avaliou.
 
Neste primeiro contato, Morbidelli contou com a moto que foi usada por Tito Rabat no GP da Comunidade Valenciana, mas terá em 2018 a RC213V que foi usada por Marc Márquez e Dani Pedrosa durante a temporada.
 
“É fantástica. Todo mundo me disse: ‘É, amanhã você vai sentir a potência, a incrível potência’ e coisas assim. E a moto, de fato, tem uma potência incrível, mas a entrega de potência é tão suave e tão amigável que não foi um choque para mim. Não foi um choque”, contou.
 
A ordem de Michael Bartholemy na Marc VDS era desligar todas TVs para que Morbidelli não ficasse atento aos tempos, mas o #21 preferiu a desobediência. “[Olhei] o tempo todo. Eu olhei para os tempos e, claro, estou 2s5 fora do ritmo, mas também estou buscando meu caminho, então é importante não ficar muito frustrado com a diferença, porque eu sou um novato, sou novo aqui e tenho de aprender. O importante é aprender e melhorar a cada vez que subir na moto”.
 
Perguntado sobre como soube que estava seguindo a linha certa, uma vez que o traçado é diferente da Moto2, Morbidelli explicou: “Eu olhei as marcar pretas na pista e tentei segui-las. Acho que é a coisa certa a fazer. Você vê onde está o pneu, a borracha no chão, e tenta seguir”.
 
Indagado sobre quem fez seu coração acelerar ao encontrar na pista, Franco disse: “Esta manhã, Vale [Rossi] e também Márquez me passaram e acho que eles fizeram uma volta lenta na minha frente, não sei, acho que para me mostrar as linhas, e foi um momento muito emocionante”.
 
O GRANDE PRÊMIO cobre in loco a bateria de testes coletivos em Valência com a repórter Juliana Tesser. Acompanhe aqui todo o noticiário.
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