MotoGP
22/10/2017 07:01

Líder isolado, Márquez ‘guarda’ agressividade na reta final da MotoGP e tem paciência como chave para tetra

Agora com 33 pontos de vantagem para Andrea Dovizioso na classificação da MotoGP, Marc Márquez se disse pronto para deixar a agressividade de lado e ser paciente para conquistar o tetracampeonato da MotoGP. Piloto da Honda terá sua primeira chance de definir o Mundial de 2017 no próximo fim de semana, na Malásia
Warm Up
JULIANA TESSER, de São Paulo

Marc Márquez já tem uma trilha sonora para as duas últimas provas da temporada 2017 da MotoGP: o clássico ‘Patience’, de Guns N’ Roses. 33 à frente de Andrea Dovizioso, o piloto da Honda tem na música do álbum ‘Lies’ de 1988 a receita para o tetracampeonato: ‘All we need is just a little patience’.
 
Após conquistar neste domingo (22) em Phillip Island seu sexto triunfo na temporada, Márquez foi claro: “Corri muitos riscos durante toda a temporada. Agora é hora de ser mais paciente”.
 
Pole-position no traçado de Victoria, Márquez travou um duro combate em Phillip Island e, mesmo com o título em disputa, aceitou o jogo imposto pela concorrência e fez sua parte em busca da vitória. O #93 chegou ao parque fechado com marcas da batalha: restos de pneu no macacão e também um racho na traseira da RC213V.
Marc Márquez venceu pela sexta vez no ano (Foto: Michelin)
“Assim são as corridas. Quando vi isso, também me coloquei no ataque”, minimizou. “Estávamos em um grupo onde você endurecia ou ia para trás. Em determinado momento da corrida, fiquei mais calmo e fui para trás. Ali eu disse: ‘vamos atacar e impor meu ritmo’. Sabia que seria uma corrida dura, com briga”, justificou.
 
“Era um dia importante para ficar na frente, porque Dovi sofreu neste fim de semana e eu me sentia muito bem. Na corrida, esperei até faltarem sete ou oito voltas, onde dei tudo. Eu tentava controlar onde estava Dovizioso. Pensava que ele vinha no grupo e tive de virar para ver que não. Não esperava uma corrida com cinco ou seis na frente”, reconheceu.
 

Podendo fechar o jogo já na próxima partida, Márquez torceu para não levar a decisão para a final no circuito Ricardo Tormo.
 
“Tomara que não se decida em Valência”, declarou. “Temos de ter paciência. Se não estiver confortável em Sepang, melhor pontuar do que cometer um erro. Dovizioso será muito rápido e agora temos essa margem. Teremos de administrar”, ponderou.
 
Enquanto Márquez desembarcou em Phillip Island como favorito, a Yamaha pisou no território australiano como um ponto de interrogação. Depois de um fim de semana difícil no Japão, a montadora dos três diapasões apareceu mais forte neste fim de semana, mas ver Valentino Rossi e Maverick Viñales completando o pódio deixou uma certa surpresa no ar.
 
“[O pódio] é muito importante para mim, porque venho de um período muito difícil, quebrei uma perna, tivemos um fim de semana de merda no Japão e machuquei o ombro, trabalhei muito duro e não foi fácil”, declarou Rossi. “É preciso muita vontade e estou contente, tanto por mim quanto pela Yamaha”, seguiu.
Dani Pedrosa e Scott Redding superaram Andrea Dovizioso no fim do GP (Foto: Ducati)
“Nós vínhamos de um fim de semana desastroso e colocar as duas motos no pódio é importante”, avaliou. “Mas nós temos de seguir trabalhando, porque não podemos pensar que estamos bem. Temos de trabalhar e ter uma moto que vá bem em todas as condições”, reforçou.
 

Terceiro na classificação, Viñales, que conquistou seu 51º pódio no Mundial, não tem mais chances de título, uma vez que, apesar de ter os mesmos 50 pontos que restam em disputa de atraso na classificação, não tem como superar Márquez no critério de desempate ― o número de vitórias.
 
“Hoje o objetivo era ficar na frente de Marc. Tive um toque com Andrea [Iannone] e fiquei atrasado. Mas estou contente, pois, quando forcei, a moto estava lá”, disse Viñales. “[Foi uma corrida] muito divertida. Estou muito contente”, continuou.
 
“Estivemos em um grande nível. Nas últimas voltas, tinha algo mais”, apontou, destacando a boa performance no warm-up desta manhã. “Estou contente pelo trabalho, especialmente nesta manhã. Parece que sei pilotar na água”, completou.
 
Mas quem teve uma performance surpreendente mesmo foi Dovizioso. Embora não fosse favorito à vitória e tenha largada de uma ruim 11ª posição, o italiano faz uma boa temporada e o 13º lugar deste domingo é bastante aquém de suas possibilidades.
 
“O resultado é devido a muitas coisas e meu erro no começo piorou tudo”, reconheceu Andrea. “É uma grande desilusão, mais do que os pontos perdidos e o desempenho, é a confirmação de que a minha moto não gira. A Ducati melhorou em muitos aspectos, mas quando você chega nesses circuitos com curvas longas e pouca frenagem, você precisa forçar nossos limites. É um pecado”, seguiu.
 
Andrea, que escolheu de última hora o pneu traseiro médio, não soube dizer se fez a opção correta para a corrida deste domingo.
 
“Não podemos saber. Diferentes pneus chegaram ao pódio, então eu não culparia os pneus”, ponderou. “É mais uma coisa das características da nossa moto. Tivemos muitos problemas no caminho. Agora vamos para a Malásia para tentar tirar o máximo: não faz sentido pensar no campeonato com essa lacuna, mas temos apenas tentar fazer nosso melhor”, concluiu.



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