MotoGP
22/09/2017 13:59

Márquez e Dovizioso minimizam riscos e deixam protagonismo para coadjuvantes em Aragão. Yamaha sofre na chuva

Líderes da MotoGP, Marc Márquez e Andrea Dovizioso optaram pela cautela no piso molhado do MotorLand, então coube a Dani Pedrosa e Jorge Lorenzo defenderem a honra de Honda e Ducati, respectivamente. Com Valentino Rossi focado em um retorno próximo do heroico, Maverick Viñales voltou a sentir dificuldades na chuva
Warm Up
JULIANA TESSER, de São Paulo

O primeiro dia de treinos para o GP de Aragão foi dominado pelos coadjuvantes. Nesta sexta-feira (22), as três ponteiras entre as seis fábricas do grid ― Honda, Ducati e Yamaha ― viram seus principais representantes andarem mais atrás, com Dani Pedrosa, Jorge Lorenzo e Johann Zarco aparecendo no top-3.
 
Depois de um fim de semana para lá de ruim em Misano, onde teve dificuldades para aquecer os pneus de chuva, Pedrosa apareceu mais forte no MotorLand e dominou os trabalhos deste primeiro dia de treinos ao cravar 1min59s858, 0s214 mais rápido que Jorge Lorenzo, o segundo colocado. Johann Zarco ficou com o terceiro posto.
 
Líder do Mundial, Marc Márquez liderou o primeiro treino do dia e chegou a ditar o ritmo em boa parte da segunda sessão, mas acabou na quarta colocação no resultado combinado, 0s601 mais lento que o ponteiro. Empatado com o #93 na classificação, Andrea Dovizioso ficou com o oitavo registro, 1s104 atrás do líder.
Dani Pedrosa foi o mais rápido no primeiro dia em Aragão (Foto: Repsol)
Na Yamaha, Maverick Viñales teve um dia bastante apagadinho enquanto a Yamaha buscava uma solução para o acerto na chuva e, apenas em sua volta final, conseguiu o 17º tempo, 1s774 mais lento que Pedrosa. Voltando de lesão, Valentino Rossi rodou bastante neste primeiro dia no MotorLand e acabou em 20º, com sua melhor volta em 2min01s917.
 

Ao fim da sessão, Pedrosa se mostrou um pouco confuso ao falar da melhora em condições pouco uniformes em comparação com a prova de San Marino.
 
“A única coisa que posso dizer é que a moto é a mesma, os pneus também e o piloto também”, disse Pedrosa. “Hoje se viu que o que aconteceu em Misano não foi culpa do piloto, mas um fator externo”, opinou.
 
“O que me surpreendeu foi não poder espremer os pneus em Misano”, contou. “Em Misano, deram uns valores que não eram os melhores para que eu fosse rápido”, completou.
 
Segundo na tabela, Lorenzo lamentou a chuva, mas celebrou o fato de ter sido rápido em um circuito que não estava completamente molhado.
 
“Foi uma pena, especialmente de tarde, porque queríamos testar no seco e começou a chover no início da sessão”, afirmou Jorge. “Tivemos de sair e tentamos ser competitivos. Não podemos tirar muitas conclusões, porque a pista não estava completamente molhada, mas é importante ser rápido em todas as condições”, ponderou.
 
A performance, aliás, é bastante diferente daquela apresentada pelo espanhol de Palma de Maiorca em condições similares com a Yamaha.
 
“Desde a primeira vez que subi na Ducati no molhado, me encontrei muito confortável e fui capaz de ser rápido. No ano passado, não me vi igual com a combinação Yamaha-Michelin”, explicou.
 
Empatado em 199 pontos com Dovizioso na classificação, Márquez reconheceu que não buscou o limite na pista de Teruel. O #93 completou apenas 19 voltas, contra 15 de Andrea neste primeiro dia.
Marc Márquez afirmou que não era dia para forçar (Foto: Repsol)
“Hoje é difícil tirar conclusões, porque amanhã e no domingo correremos no seco”, lembrou Márquez. “Me senti bem no molhado, espero que amanhã seja da mesma forma, embora seja difícil, já que o TL3 será uma sessão cronometrada”, seguiu.
 

“Hoje era um dia para rodar, sem maio ou menos rápido, e minimizar riscos. Se olhar, tanto eu quanto Dovizioso somos os que menos rodamos”, lembrou. “Podia sair e fazer uma volta, mas se você está disputando o título, não faz muito sentido”.
 
Vice-líder do Mundial, Dovizioso classificou o dia como “virtualmente inútil”, já que a previsão aponta sol sábado e domingo.
 
“Hoje nós não tivemos muita sorte, porque começou a chover pouco antes de cada sessão e isso tornou o dia virtualmente inútil”, comentou. “Nós trabalhamos um pouco com a eletrônica, mas tinha pouca água na pista e os pneus desgastavam muito rápido, então só fizemos o número de voltas necessário para garantir um tempo no top-10. Amanhã teremos de começar do zero”, avisou.
 
Depois de algumas etapas de maior animação, Maverick Viñales voltou a se abalar com a performance da YZR-M1. O #25 chegou a falar até mesmo em desistir do título.
 
“Foi um dia muito difícil. Terminamos muito frustrados”, resumiu. “Em Misano, nós demos um passo à frente no molhado, mas aqui não temos nem aderência e nem tração”, apontou.
 
“Nós queríamos aproveitar o dia para seguir melhorando no molhado. Pode chover em qualquer circuito e, se este é o nosso nível, podemos esquecer o título. Temos de melhorar no molhado. A moto não anda e por mais tarde que você freie, o tempo não sai se você não acelera”, frisou. 
 
Mesmo com a volta de Rossi, Maverick falou em usar Johann Zarco como referência, já que o francês, que usa a YZR-M1 do ano passado, foi o melhor entre os que usam a moto dos três diapasões.
 
“Perdemos muito. É importante Zarco esteja na frente para poder comparar. Atrás de qualquer piloto, fica claro que não aceleramos, quando, teoricamente, este é um dos pontos fortes da nossa moto”, considerou. 
 
20º, Rossi afirmou que não era um dia para ser rápido, mas para ver como se sentia 22 dias após ter fraturado a perna em um acidente de enduro.
Valentino Rossi foi o centro das atenções em Aragão: ele volta aos boxes pouco mais de 20 dias após fraturar a perna (Foto: Yamaha)

“Foi um dia positivo”, considerou. “Eu me senti bem e cômodo na moto. A posição em cima da M1 é, de fato, melhor do que com a R1”, comparou, se referindo à moto com que testou em Misano no início da semana.
 
Mesmo sem sentir “muita dor”, Rossi reconheceu que seria mais fácil terminar a corrida na chuva, mas a previsão é de tempo seco.
 
“Na chuva, não teria problemas para completar toda a corrida, mas se não estiver molhado, vamos ver. No seco, você tem de se mover de forma mais agressiva e sair mais da moto do que com a R1”, explicou.


 
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