MotoGP
24/12/2016 11:34

Rossi vê volta à Yamaha como ponto de virada da carreira e destaca trabalho com jovens pilotos: “Não esperava gostar tanto”

Valentino Rossi avaliou que o retorno à Yamaha em 2013 marcou um ponto de virada na segunda fase de sua carreira na MotoGP. Italiano contou que gosta muito de trabalhar com os jovens da Academia de Pilotos VR46 e admitiu que ficou surpreso por gostar tanto da tarefa
Warm Up
Redação GP, de São Paulo
 
As 21 temporadas de experiência no Mundial de Motovelocidade não mudaram o sentimento de Valentino Rossi pelo esporte. Aos 37 anos, o italiano garante que ainda gosta tanto de correr quanto em sua primeira corrida, mesmo que as outras atividades sejam hoje mais cansativas.
 
Participando do Monza Rally Show após o fim da temporada 2016, Rossi concedeu uma descontraída entrevista à rádio local Deejay e contou que ainda se diverte da mesma forma correndo.
Valentino Rossi destacou que teve de mudar estilo de pilotagem com o passar dos anos (Foto: Yamaha)
“A diversão de pilotar e o tempo gasto em cima da moto é exatamente o mesmo da primeira corrida”, contou Rossi. “Eu ainda gosto de correr. Todo o resto que é cansativo”, comentou.
 

Rossi também falou sobre seu trabalho na Academia de Pilotos VR46 e admitiu que não esperava gostar tanto de trabalhar com jovens competidores. Hoje, o multicampeão prepara Marco Bezzecchi, Franco Morbidelli, Dennis Foggia, Andrea Migno, Francesco Bagnaia, Lorenzo Baldassarri, Niccolò Antonelli e Nicolò Bulega, além do irmão Luca Marini.
 
“Eu gosto muito de trabalhar com esses jovens pilotos. Não esperava gostar tanto disso”, reconheceu. “Me dou muito bem com eles e, de certa forma, estou um pouco preocupado com isso, porque sou 20 anos mais velho”, brincou.
 
“Nós treinamos juntos todos os dias na academia, pilotamos no Rancho e em Misano”, detalhou. “Eles fazem muitas perguntas. Alguns pilotos, como [Andrea] Migno, por exemplo, absorve como uma esponja, e é uma satisfação incrível ver como eles modificam o estilo de pilotagem deles e assim por diante”, seguiu.
 
Mentor de uma série de jovens pilotos, Rossi também têm seus ‘mestres’: alguns os acompanham desde a infância, como Alessio Salucci e Alberto Tebaldi. Outros chegaram mais recentemente, como Luca Cadalora.
 
Questionado sobre quem são seus conselheiros, Valentino respondeu: “Eu tenho meus rapazes, como Uccio ou Albi, por exemplo. Do ponto de vista técnico, eu tenho o ex-piloto das 500cc, Luca Cadalora. Eu o escolhi, pois nos damos muito bem e ele tem uma grande paixão por motos”.
 
“Ele estuda o meu estilo na pista. Nós escolhemos juntos os pontos e aí analisamos meu estilo e o que os outros pilotos fazem”, explicou. “Eu mudei muito o meu estilo desde que voltei para a Yamaha. Você tem de mudar, pois as motos, os pneus e a eletrônica mudaram muito com os anos. Agora, por exemplo, você pode inclinar mais e abrir o acelerador mais cedo”, apontou.
 
Por fim, Rossi reconheceu que esteve próximo de mudar para a F1 em 2006, mas celebrou a permanência na MotoGP e classificou a volta para a Yamaha com um ponto decisivo dessa segunda fase da carreira.
 
“Em 2006, eu estive muito próximo de mudar para a F1, mas estou feliz por ter ficado na MotoGP, pois ainda estou correndo”, falou. “O ponto de virada desta segunda parte da minha carreira foi a volta para a Yamaha”, opinou.
 
“Não foi fácil convencer a Yamaha”, revelou Rossi, que começou a negociar com o time de Iwata ainda em seu primeiro ano com a Ducati. “Eles estavam muito desapontados por eu ter saído para outra fábrica. O plano deles, na verdade, era que eu terminasse a minha carreira com eles”, concluiu.


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