MotoGP
16/11/2016 14:30

Viñales volta a impressionar e dita ritmo no segundo dia de testes em Valência. Lorenzo é oitavo com Ducati

Maverick Viñales voltou a impressionar por sua rápida adaptação à Yamaha e assegurou a liderança do segundo e último dia de testes coletivos da MotoGP em Valência. 0s196 mais lento, Marc Márquez ficou em segundo, com Andrea Dovizioso em terceiro. Jorge Lorenzo fez a oitava marca em um treino marcado por lesão do estreante Alex Rins
Warm Up
JULIANA TESSER, de São Paulo
Leia também
Stop & Go: Alex Lowes
Maverick Viñales voltou a impressionar por sua rápida adaptação à Yamaha. Nesta quarta-feira (16), o #25 voltou a se impor e liderou o segundo e último dia de testes da MotoGP em Valência.
 
Ao contrário do que aconteceu na terça-feira, quando Valentino Rossi passou a maior parte do dia no topo da tabela, desta vez foi Marc Márquez e Andrea Dovizioso que se revezaram na ponta, com o jovem ‘Top Gun’ aparecendo já nas horas finais para roubar a liderança.
 
Márquez ainda tentou dar o troco no #25, mas apenas conseguiu reduzir a margem do rival para 0s196. Dovizioso, por sua vez, acabou em terceiro, 0s468 mais lento que o ponteiro.
Maverick Viñales ficou com a liderança em Valência (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Andrea Iannone não teve um dia dos mais fáceis, já que sofreu uma queda forte. Ainda assim, o italiano conseguiu voltar para a pista e mostrar que também se deu bem com a GSX-RR. O #29 cravou 1min30s599 e ficou com o quarto tempo, 0s624 atrás do ex-dono da Suzuki.
 

Dani Pedrosa conseguiu o sexto melhor tempo, 0s711 atrás do líder, enquanto Cal Crutchlow veio logo atrás. Valentino Rossi, que na terça-feira se mostrou decepcionado com o novo motor da YZR-M1, fez o sétimo registro, com o mesmo 1min30s709 anotado pelo #35.
 
Recém-chegado à Ducati, Jorge Lorenzo guiou pela primeira vez a GP17 e ficou com o oitavo posto, 0s769 atrás de seu substituto na Yamaha.
 
Aleix Espargaró também se entendeu bem como protótipo Aprilia e ficou com o nono registro, 0s063 à frente de Jonas Folger, que voltou a ser o melhor entre os estreantes. Bicampeão da Moto2, Johann Zarco vem na sequência, 0s067 mais lento que o novo companheiro de equipe.
 
Entre os pilotos da KTM, foi Pol Espargaró quem fez a melhor volta. O catalão registrou 1min31s853 e ficou em 17º, 1s878 atrás de Maverick. Bradley Smith, por sua vez, foi o 20º.
Marc Márquez gritou com a pobre RCV depois de um tombo (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
O dia em Valência, no entanto, não foi totalmente positivo. Álex Rins sofreu um forte acidente na curva 12 e acabou lesionando as vértebras T8 e T12. O espanhol vai passar a noite em observação no hospital e será transferido para Barcelona nesta quinta. O período de recuperação é estimado em um mês.
 
Também estreante, Sam Lowes não foi para a pista nesta quarta. Ainda dolorido pela queda do dia anterior, o britânico foi poupado para o próximo compromisso da Aprilia, em Jerez. Além de Aleix, a fábrica de Noale também conta com Eugene Laverty nesta bateria no Ricardo Tormo.
 

Saiba como foi o segundo dia de testes da MotoGP em Valência:
 
Assim como aconteceu na terça-feira, Lorenzo foi o primeiro a entrar na pista esta manhã, ainda rodando com a GP16.
 
A Ducati modificou a posição do banco de Jorge, colocando-o um pouco mais para trás e mais para baixo, uma tentativa de evitar que ele carregue muito peso para a dianteira da moto no momento da freada.
 
Minutos mais tarde, Márquez foi para a pista, usando uma versão híbrida da RC213V, com componentes da versão atual e do próximo ano. Basicamente, a moto de domingo com o motor de 2017.
 
Já nos primeiros minutos de sua participação nesta quarta, Márquez cravou 1mim30s629, superando a marca com que Viñales liderou os treinos de terça-feira.
 
Depois de completar seis voltas, Lorenzo retornou aos boxes, onde a Ducati voltou a trabalhar na ergonomia da Desmosedici, mexendo no guidão e também no apoio dos pés.
 
Após uma rápida passagem pelos boxes, Márquez retornou à pista, agora usando a versão 2017 do protótipo nipônico.
 
Perto do fim da primeira hora, Rins sofreu uma forte queda na curva 12 de Valência e precisou ser removido da pista de maca. A GSX-RR ficou destruída depois de colidir com a barreira de pneus.
Álex Rins lesionou duas vértebras em uma forte queda (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Álex foi levado direto ao centro médico, com o chefe e alguns outros integrantes da Suzuki se juntando ao pai do piloto, Rafa Rins, no aguardo por notícias. A primeira informação era de que o #42 estava consciente, mas com muitas dores pelo corpo.
 
Antes de fechar a primeira hora da sessão, o treino foi paralisado em bandeira vermelha por conta de uma queda com Andrea Iannone, que desfez a barreira de pneus. O italiano já tinha se acidentado na terça-feira e caiu no mesmo lugar de seu companheiro de equipe, de forma quase igual.
 

Iannone parecia um pouco dolorido, mas estava sentado nos boxes, sem parecer precisar de cuidados médicos imediatos. O #29 ainda se recupera de uma fratura de vértebra sofrida em Misano.
 
Agora funcionário da Marc VDS para ajudar na performance de Tito Rabat, Julián Simón foi o responsável por dar uma carona a Iannone de volta aos boxes.
 
Na tabela, Márquez tinha a liderança, 0s988 à frente de Viñales. Crutchlow vinha em terceiro, seguido por Dovizioso, Aleix, Lorenzo, Bautista, Miller, Folger e Smith.
 
No centro médico, Rins não tinha problemas para mover braços e pernas, mas sentia muitas dores nas costas. Assim, os médicos decidiram transferir o espanhol para o hospital para novos exames.
 
Alguns pilotos sugeriam que as quedas podem estar relacionadas ao fim das asas. Dovizioso explicou que a frente da moto fica muito mais no ar sem o recurso aerodinâmico.
 
Com o treino paralisado, alguns pilotos se reuniram com Loris Capirossi, conselheiro de segurança da Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade. Entre eles, Crutchlow, Aleix e Bautista.
 
A impressão inicial era de que as quedas estavam relacionadas ao acúmulo de borracha na linha branca do lado esquerdo da pista na entrada da curva 12, enquanto outros entendiam que esse não era o problema.
 
Os pilotos, entretanto, pediam a colocação de air fence, que não é colocado naquela curva por conta da dinâmica dos acidentes, bastante diferente daqueles registrados hoje.
Andrea Iannone sofreu uma queda nesta quarta (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Depois de cerca de 40 minutos no ambulatório, Rins foi colocado na ambulância para ser levado ao Nisa 9 de Octubre Hospital. Na maca, Álex fez sinal de positivo, indicando que estava bem.
 
Depois de pouco mais de uma hora de paralisação e da instalação do air fence, a sessão foi retoma para as cinco horas restantes.
 
Tão logo a sessão recomeçou, Márquez levou um susto na curva dois. O #93 conseguiu evitar a queda, escapando da pista, mas ao chegar na brita, acabou derrubado da RC213V ao tentar acelerar.
 

O #93, então, manifestou sua irritação com o indefeso protótipo, levantou a moto e tentou voltar à pista. Possivelmente ofendida, a RC213V não ligou apesar dos muitos esforços do piloto, forçando Marc a voltar de carona para os boxes da Honda.
 
Com pouco menos de duas horas de treino — o cronômetro seguiu rolando durante a bandeira vermelha —, a Ducati tinha colocado a GP17 do lado de fora dos boxes, com motor ligado e aquecedores de pneus, apenas esperando por Lorenzo para o primeiro teste de verdade depois da única volta de instalação de terça-feira.
 
Minutos depois, a curva dois viu um tombo de Bautista, que escapou ileso após perder a frente.
 
Em seu primeiro giro com a nova moto, Lorenzo saltou para oitavo, 1s5 atrás de Márquez, que seguia no topo da tabela.
 
Um pouco mais tarde, foi Jack Miller quem caiu. O australiano vinha seguindo Viñales, mas escapou na curva 1. O #43 não se feriu.
 
Com 4h40min ainda no cronômetro nesse segundo dia de testes, Rossi deixou os boxes da Yamaha pela primeira vez para testar. O #46 admitiu que não ficou muito feliz com o novo motor de Iwata.
 
Depois de uma nova passagem pelos boxes, Lorenzo voltou para a pista e saltou para o terceiro, 0s451 mais lento que Márquez. Pedrosa era quem tinha a segunda colocação. 
 
Com pneus novos, Rossi também começou a escalar o pelotão. Depois de uma rápida passagem pela quarta colocação, o italiano se colocou em segundo, 0s2064 atrás do líder Márquez.
 
Pouco depois, Viñales se juntou à casa de 1min30s e assumiu o terceiro posto na tabela, 0s0360 atrás do líder.
Jorge Lorenzo guiou a GP17 nesta quarta (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Cerca de duas horas após o tombo de mais cedo, Iannone já estava pronto para voltar para a pista. A diferença era que agora com um macacão padrão da Dainese, sem a caracterização do início dos trabalhos.
 
Restando quatro horas de teste, Márquez seguia na liderança, 0s264 à frente de Rossi. Viñales era o terceiro, com Pedrosa, Lorenzo, Dovizioso, Aleix, Miller, Zarco e Crutchlow completando o top-10.
 

Aproximadamente 40 minutos mais tarde, Dovizioso saltou para o segundo posto, se colocando a 0s217 de Márquez, que seguia firme na ponta. Iannone também tinha melhorado e agora aparecia em oitavo.
 
Com os rivais encostando, Márquez baixou sua marca para 1min30s558, mas Dovizioso seguiu o mesmo caminho e se colocou a 0s062. Na sequência, Andrea virou o jogo para cima do rival da Honda, tomando a ponta por 0s115. Pedrosa também foi melhor e saltou para terceiro.
 
Se entendendo bem com a RS-GP, Aleix saltou para a quarta colocação, 0s442 atrás do líder. O bom início para o catalão com a moto de Noale.
 
Um pouco mais tarde, Crutchlow subiu para terceiro, à frente de Lorenzo, que agora tinha 0s301 de atraso para o companheiro de Ducati, que permanecia no topo da tabela.
 
Pouco após passar a barreira de 2 horas para o fim, Viñales anotou 1min30s164 e assumiu a ponta, 0s279 à frente de Dovizioso. Márquez era o terceiro, à frente de Iannone, Crutchlow, Rossi, Lorenzo, Pedrosa, Aleix e Zarco.
 
Depois de algumas horas de silêncio, a Suzuki confirmou que Álex Rins tinha sofrido lesões nas vértebras T8 e T12, o que coloca o espanhol de molho por um mês.
 
Pouco depois, Maverick rompeu a barreira de 1min29s e abriu os468 de margem para Dovizioso, o segundo colocado. 


 
Márquez, então, passou a baixar suas marcas, saltando para a segunda colocação, 0s292 mais lento que Viñales.
 
Estreante na MotoGP, Sam Lowes não foi para a pista nesta quarta. Dolorido pelo tombo de ontem, o britânico foi poupado para o próximo teste da Aprilia, em Jerez.
 
Quando a sessão entrou na hora final, Viñales ocupava a liderança, 0s196 à frente de Márquez. Dovizioso tinha o terceiro tempo, com Iannone, Pedrosa, Crutchlow, Rossi, Lorenzo, Aleix e Folger fechando o top-10.
 
Pouco depois, Bradley Smith sofreu uma queda na curva 14, mas escapou de lesões.
 
Nesta hora final, eram poucos os pilotos em pista, mas muita gente ainda não tinha dado o dia por encerrado, então ainda teríamos alguma ação em pista.
 
Com quase nenhuma ação em pista no fim da tarde, a Ducati preparou a GP16 para Lorenzo fazer uma nova saída. Enquanto a moto era preparada na frente dos boxes, Alex Briggs, uma dos mecânicos de Valentino, foi o escalado para dar uma espiada na garagem rival.

MotoGP, Valência, Teste coletivo, Dia 2:
 
1 25 MAVERICK VIÑALES ESP YAMAHA 1:29.975   66 76
2 93 MARC MÁRQUEZ ESP HONDA 1:30.171 +0.196 58 78
3 4 ANDREA DOVIZIOSO ITA DUCATI 1:30.443 +0.468 33 61
4 29 ANDREA IANNONE ITA SUZUKI 1:30.599 +0.624 47 51
5 26 DANI PEDROSA ESP HONDA 1:30.686 +0.711 38 41
6 35 CAL CRUTCHLOW ING LCR HONDA 1:30.709 +0.734 45 63
7 46 VALENTINO ROSSI ITA YAMAHA 1:30.709 +0.734 45 69
8 99 JORGE LORENZO ESP DUCATI 1:30.744 +0.769 41 66
9 41 ALEIX ESPARGARÓ ESP APRILIA 1:30.885 +0.910 45 61
10 94 JONAS FOLGER ALE TECH3 YAMAHA 1:30.948 +0.973 62 63
11 5 JOHANN ZARCO FRA TECH3 YAMAHA 1:31.015 +1.040 55 61
12 43 JACK MILLER AUS MARC VDS HONDA 1:31.069 +1.094 40 59
13 45 SCOTT REDDING ING PRAMAC DUCATI 1:31.118 +1.143 42 48
14 19 ÁLVARO BAUTISTA ESP ASPAR DUCATI 1:31.186 +1.211 59 69
15 8 HECTOR BARBERÁ ESP AVINTIA DUCATI 1:31.244 +1.269 39 59
16 51 MICHELE PIRRO ITA PRAMAC DUCATI 1:31.816 +1.841 37 40
17 44 POL ESPARGARÓ ESP KTM 1:31.853 +1.878 33 70
18 53 TITO RABAT ESP MARC VDS HONDA 1:31.918 +1.943 36 61
19 76 LORIS BAZ ESP AVINTIA DUCATI 1:32.161 +2.186 36 52
20 38 BRADLEY SMITH ING KTM 1:32.538 +2.563 34 59
21 50 EUGENE LAVERTY IRL APRILIA 1:32.568 +2.593 38 57
22 17 KAREL ABRAHAM RTC ASPAR DUCATI 1:32.699 +2.724 31 41
23 12 TAKUYA TSUDA JAP SUZUKI 1:33.305 +3.330 68 77
24 42 ÁLEX RINS ESP SUZUKI 1:33.761 +3.786 4 5
  22 SAM LOWES ING APRILIA        
 
Últimas Notícias
sábado, 25 de março de 2017
Nascar
MotoGP
MotoGP
MotoGP
MotoGP
MotoGP
MotoGP
MotoGP
MotoGP
MotoGP
F1
F1
MotoGP
Nascar
F1
Galerias de Imagens
Facebook