Motos
02/03/2016 09:10

Análise: em tempos de crise, Honda investe em nicho de mercado em ascensão e mira novatos e público qualificado para crescer

O segmento de scooter vem se desenvolvendo no Brasil e, na contramão do mercado como um todo, vem crescendo. O lançamento do SH 300 é uma das apostas da Honda para minimizar os prejuízos e marcar território em um nicho que tem tudo para seguir em evolução
Warm Up
VINÍCIUS PIVA, de São Paulo


O mercado de motocicletas não vive seus melhores dias. Depois de um boom no final da década passada, o problema nos financiamentos e uma economia com claros sinais de dificuldade tiraram o sono dos executivos das marcas, que passaram a vender cada vez menos nos últimos anos. Entretanto, em meio a crise surgiu uma luz no fim do túnel. Os scooter, antes preteridos pelos brasileiros, foram ganhando espaço e hoje, mesmo que representem uma fatia pequena frente ao mercado geral, já têm lá sua importância.
 
A Honda, líder absoluta entre as fabricantes, entrou com força nesse nicho em 2010, quando lançou o Lead. Pouco depois trouxe da mesma fonte, a Europa, o PCX, sucesso de vendas - inclusive superando o Lead. Agora, reforçou o time com o SH 300, depois de assistir de camarote por anos a consolidação do Dafra Citycom 300, que, sem concorrentes nessa faixa de motorização, caiu no gosto do brasileiro. A meta da Honda é clara: fazer frente ao Citycom e preencher espaço em um segmento em plena ascensão.
Honda SH 300 é a nova aposta da marca para crescer no segmento (Foto: Honda)
"O mercado de scooter ainda é pequeno no Brasil, mas tem grande potencial pela frente. Esses veículos não são mais vistos como de lazer", explica Hayato Ikejiri, supervisor de planejamento de produto da Honda. Segundo ele, dois fatores explicam a resistência do segmento diante de um cenário crítico do mercado como um todo. "Fortalecimento da base e o amadurecimento desse público, por isso esse é o momento do SH", completa.
 
O scooter ganha espaço onde há claros problemas de mobilidade urbana, ou seja, nos grandes centros urbanos. Não à toa, 70% de suas vendas estão na região Sudeste. Logo, a estratégia da Honda com o SH 300 é impactar aqueles que estão em busca de alternativa ao carro para se locomover. Qual o perfil? Classe A, usuário de carro, morador de centros urbanos e que querem "exclusividade, conforto, performance e estilo". O público é segmentado, é verdade, mas é amplo. Dessa forma, não surpreenderia se o SH 300 superar (e logo) o Citycom em número de vendas.
 
Fato é que a Honda está usando o momento presente ruim para projetar o futuro, mais promissor. Por isso o SH 300 é a aposta certeira. O lançamento hoje renderá bons frutos para a marca no futuro.
 
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