Nascar
13/11/2016 21:05

Kenseth e Bowman batem em relargada e entregam vitória em Phoenix para Logano. Kyle Busch também vai para final do Chase

Matt Kenseth tinha a faca e o queijo na mão em Phoenix. Mas uma vitória que parecia certa foi para o espaço quando Alex Bowman encheu sua lateral na última relargada. Melhor para Joey Logano e Kyle Busch, que vão para final da temporada por conta do azar alheio
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VITOR FAZIO, de Porto Alegre
Não é exagero nenhum dizer que a etapa de Phoenix da Nascar só terminou quando acabou. Matt Kenseth, que parecia ter a vitória em suas mãos, sofreu um acidente com Alex Bowman e ficou pelo caminho. Quem fez a festa foi Joey Logano: tendo herdado a liderança na última relargada, o #22 fez sua parte e assegurou a vitória neste domingo (13).

De acordo com o que prevê o Chase, a vitória coloca Logano na final da Nascar em 2016. Quem também avança é Kyle Busch, segundo colocado. A batida de Kenseth foi um presente de Natal antecipado para a dupla: em certo momento parecia que apenas um dos dois, ou o #22 ou o #20, estaria na final da temporada. Acabou que os dois brindaram juntos a classificação, ao lado dos já classificados JImmie Johnson e Carl Edwards.
Joey Logano (Foto: Nascar Media)
Atrás de Kyle Busch veio Kyle Larson, que cresceu muito na metade final da corrida. O #42 rodou ainda na primeira volta e fez uma bela recuperação, saindo de último para terceiro. Kevin Harvick não conseguiu converter seu ótimo retrospecto em Phoenix em vitória, foi quarto e está fora da decisão do Chase. Kurt Busch, outro que precisava vencer, foi quinto e também deu adeus.

A corrida teve poucos incidentes, mas todos foram certeiros: Jimmie Johnson e Ausin Dillon tiveram sérios problemas mecânicos, acabando na rabeira do grid. Martin Truex Jr. foi o último colocado em um dia terrível, com erros nos boxes e um acidente com Ryan Newman.

Agora a Nascar parte para Homestead, palco da decisão das três divisões nacionais da Nascar. Agora são apenas quatro pilotos pensando em um único título.

Saiba como foi a etapa de Phoenix da Nascar

A corrida começou acidentada. Enquanto Alex Bowman sustentava a liderança, Kyle Larson perdeu controle já na primeira volta, rodou e quase levou Joey Logano junto. Bandeira amarela imediatamente, conforme Trevor Bayne também rodada. Os dois escaparam ilesos, mas caíram para o fundo do pelotão.

Na relargada, Bowman seguiu em primeiro. Joey Logano, Kevin Harvick, Denny Hamlin e Chase Elliott fechavam o top-5. Logano estava preocupado: havia o risco de um dos pneus estar perdendo pressão por conta do contato com Larson.

Elliott, apesar de estar preso em quinto, conseguia anotar as melhores voltas até aqui. Isso rendeu, depois de algumas tentativas mais agressivas, a ultrapassagem sobre Hamlin. Seu companheiro, Bowman, sustentava a liderança com alguma facilidade. Os dois pilotos mostravam a força da Hendrick.

Mais algumas voltas e Elliott estava em terceiro, despachando Harvick. O #4, tido como favorito em Phoenix, estava sofrendo com o ritmo nas primeiras voltas. Kevin reclamava pelo rádio, mas isso não o impedia de cair para sexto.
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A largada em Phoenix (Foto: Nascar Media)

Atrás, dois pilotos faziam boas corridas de recuperação. Martin Truex Jr., que largou em último por não conseguir participar do treino classificatório, pintava em 14o na volta 40. Larson, após fechar a primeira volta em último, era o 18o.

Depois de muito martelar, Elliott passou Logano e assumiu o segundo lugar. Os dois estavam começando a se aproximar de Bowman, então era importante que Chase comandasse o ataque.

Após 70 voltas, todos os chasers estavam na volta do líder. Mas em condições muito diferentes: Harvick, Kyle Busch e Kurt Busch, buscando bagas na final, reclamavam muito do carro e não estavam nem no top-10.

Harvick e Kyle Busch entraram nos boxes na volta 82. Instantes depois a segunda bandeira amarela: Ryan Newman rodou enquanto tentava entrar nos boxes e tocou de leve em Larson, que também rodou.

A bandeira amarela no meio do ciclo de pits em bandeira verde embaralhou as coisas. Truex teve um péssimo timing e acabou como retardatário – o #78 entrou nos boxes, não pôde parar por conta da amarela, e perdeu uma volta. Depois, ficou ainda mais atrás por precisar visitar os boxes novamente. Como consequência, caiu para 36o.
A relargada foi dada na volta 93.  Por conta da amarela, o top-5 passou a ter Bowman, Logano, Kenseth, Greg Biffle (!!!) e Johnson.

Depois de completar uma volta em primeiro, Bowman foi ultrapassado por Logano. Só por estar na liderança em uma volta, Joey ganhava um ponto de bonificação da Nascar – poderia fazer a diferença no fim do dia.

Bowman, apesar de perder o ar limpo, conseguia acompanhar Logano. Johnson fazia o mesmo depois de subir para terceiro. Kenseth e Keselowski estavam um pouco mais atrás, mas ainda no top-5.
Alex Bowman foi sexto após bater com Matt Kenseth (Foto: Nascar Media)

Os três primeiros logo começaram a brigar. Bowman veio por dentro e tentou passar Logano, mas não conseguiu. Aliás, só serviu para entregar o segundo lugar para Johnson, que em seguida levou a liderança. Uma sequência de boas manobras do #48.

A terceira bandeira amarela do dia veio na volta 133. Uma garrafa havia sido atirada na pista, exigindo a intervenção. Todos foram aos boxes, onde Logano recuperou a liderança. Johnson, por sua vez, perdeu uma volta: o #48 ultrapassou o safety-car ao entrar nos boxes, o que lhe rendeu uma punição dura. Jimmie passou a ser o 27o.

Logano manteve a liderança na relargada, enquanto Bowman se conformava com o segundo posto. Keselowski, Kenseth e Hamlin fechavam o top-5. Uma ves mais, Joey e Alex começavam a abrir vantagem sobre os demais.

Essa proximidade entre os dois foi suficiente para que Bowman recuperasse a liderança. Era a segunda vez que Alex, ainda sem contrato para 2017, liderava em Phoenix.

Na classificação do campeonato, quatro pilotos pareciam próximos da eliminação. Hamlin e Kyle Busch estavam quatro pontos abaixo da linha de corte e começavam a se aproximar de Harvick e Kurt Busch, que só se classificariam com vitória. Logano e Kenseth estavam na zona de classificação.

Kenseth, aliás, só melhorava sua posição: o #20 passou Logano e assumiu o segundo lugar. Depois de ser ultrapassado novamente, as coisas só seguiram piorando para Joey: o #22 também foi superado por Kasey Kahne e Keselowski.

A bandeira amarela voltou a ser exigida na volta 213, agora por conta de detritos na pista. Todos voltaram aos boxes, de onde Bowman manteve a liderança – mas agora com o companheiro Kahne em segundo. O #5 tinha a chance clara de liderar uma volta pela primeira vez no ano. Era tudo uma questão de acertar a relargada.

A relargada de Kahne não chegou a ser ruim, mas simplesmente não foi boa o suficiente. Logano tomou o segundo lugar. Enquanto isso, Austin Dillon rodada e trazia a quarta amarela do dia. O #3 ficou lento e levou um totó de Greg Biffle e Johnson. O #48, aliás, acabou com danos sérios na frente do carro, vazou óleo e precisou recolher para a garagem.
Kenseth e Kurt Busch, dois eliminados (Foto: Nascar Media)
A relargada veio e as ações mais importantes vieram no meio do pelotão. Enquanto Bowman e Logano disparavam, Hamlin fazia a proeza de ultrapassar três carros por fora. Crucial para o #11, que precisava de cada ponto possível para seguir vivo no campeonato.

Mesmo assim, Denny foi ultrapassado por Kahne e Kyle Busch pouco depois, perdendo essa vantagem.
Os resultados de momento ainda classificavam Logano e Kenseth, mas Matt estava empatado com Kyle Busch e só levava vantagem em critérios de desempate. Para resolver isso, o #20 foi para o ataque e roubou o segundo lugar das mãos do #22.

Poucas voltas depois, acidente entre Truex e Newman. Os dois se tocaram a rodaram juntos, trazendo a sexta amarela do dia. A intervenção trouxe movimentos interessantes nos boxes: Hamlin, precisando ganhar terreno a qualquer custo, simplesmente não parou e assumiu a liderança. Kenseth, Kahne e Kurt Busch trocaram apenas dois pneus e ficaram entre os primeiros.

Claro, ficar com pneus tão velhos seria difícil. Hamlin foi ultrapassado pelos adversários com facilidade, entregando a liderança para Kenseth. Segurou o segundo lugar por milagre.

E um milagre maior ainda foi a bandeira amarela ser acionada pela sétima vez, pouco depois. Detritos foram encontrados na pista, forçando a intervenção.

A relargada veio em seguida, e Kenseth sustentou a liderança. Agora sim, ambos Logano e Kurt Busch passaram Hamlin, agora quarto. Kyle Busch era o quinto.

Bowman, o melhor dentre os que trocaram quatro pneus, levou um tempo para surgir em quinto. O #88 estava rápido, mas distante do líder Kenseth. Enquanto isso, Hamlin seguia caindo e já pintava em sétimo com 30 voltas para o fim.

Conforme Hamlin caía, ficava claro que a última vaga no Chase seria definida entre Logano e Kyle Busch. Os dois vinham separados por dois pontos e estavam colados na pista. Para o #18, que estava sendo eliminado, virou tudo ou nada.

Pois Kyle conseguiu a ultrapassagem sobre Joey. E mais do que isso: sabia que Harvick estava chegando. Caso o #4 passasse Logano, a vaga ia para o colo do #18 de Busch.

E, quando menos se esperava, a oitava amarela veio. Restavam duas voltas e Michael McDowell bateu com força após furar um pneu. Os líderes optaram por não parar, e relargariam nesta ordem: Kenseth, Bowman, Kyle Busch, Logano e Harvick..

A relargada foi um caos. Bowman, depois de levar um totó de Kyle Busch, começou a perder controle do carro. A consequência foi severa: sem conseguir frear direito, o #88 encheu a lateral de Kenseth, que foi contra o muro com força. Nessas alturas, já dava pra cravar: o campeonato do #20 havia acabado.

Logano relargaria na liderança na segunda tentativa de prorrogação. A vitória carimbava uma vaga na final automaticamente. Pois o #22 conseguiu garantir exatamente isso: liderou a última volta com facilidade, enquanto o rival Kyle Busch também avançava com o segundo lugar.

Nascar 2016, Phoenix, corrida:
*Pilotos do Chase estão marcados com fundo verde
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