Outras
12/11/2017 12:34

Fittipaldi culpa “teatro de um canal de TV” e diz que “está acertando na medida do possível” dívidas com fornecedores

Ao GRANDE PRÊMIO, Emerson Fittipaldi não negou que deve e que vai pagando quando puder todos os vários fornecedores que tem dinheiro a receber de suas empreitadas empresariais. Mas o ex-piloto atacou a Record TV pela exposição da situação e diz que “está acertando na medida do possível” dívidas com fornecedores
Warm Up, DE INTERLAGOS
EVELYN GUIMARÃES, de Interlagos
PEDRO HENRIQUE MARUM, de Interlagos

Em abril do ano passado, veio à tona a delicada condição financeira de Emerson Fittipaldi. Na época, a TV Record revelou que o brasileiro se encontrava em situação de falência por conta de inúmeras dívidas e que muitos de seus troféus e carros de corrida históricos haviam sido penhorados pela Justiça como garantia dos pagamentos. Na ocasião, a emissora paulista também informou que o ex-piloto devia aproximadamente R$ 27 milhões. Vários credores entraram na justiça para reaver o dinheiro devido.

Ao mesmo tempo, o GRANDE PRÊMIO apurou que as parte das pendências também haviam crescido quando Fittipaldi se meteu na organização do WEC – o Mundial de Endurance - para realização da corrida de 6 Horas em Interlagos. 
 
Emerson ficou devendo a grande parte das empresas contratadas, de cathering, informática, sinalização e até mesmo à assessoria de imprensa do evento realizado em São Paulo. Ao menos quatro empresas, que o GP conversou e teve acesso aos documentos e contratos, estão na Justiça pedindo o pagamento dos serviços prestados ainda na edição de 2014 do Mundial de Endurance. Os valores ultrapassam R$ 500 mil.
 
No paddock de Interlagos neste domingo (12), como convidado do GP do Brasil, o ex-piloto foi questionado pelo GRANDE PRÊMIO sobre as dívidas e o desenrolar de sua condição financeira desde então. Fittipaldi não negou que, de fato, possui pendências ainda, mas assegurou que vem “acertando tudo na medida do possível”. E está conseguindo se recuperar. 
Emerson Fittpaldi no paddock do GP do Brasil (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Apesar disso, Emerson também criticou duramente o trabalho do TV Record. "Graças a Deus eu estou recuperando”, disse o primeiro brasileiro a vencer um título da F1. “Infelizmente foi criado um teatro por um canal de TV que não é sério e só se importa com audiência a qualquer preço e qualquer custo. Não é um canal sério, não é gente séria”, completou.
 
Perguntando sobre os pagamentos em aberto, Emerson respondeu: “Nós estamos acertando na medida do possível, se Deus quiser vamos acertar tudo. Mas aquilo que você viu na televisão não é verdade, não é a realidade do que estava acontecendo. É a procura a qualquer custo de audiência contra um canal que é grande e a gente já conhece.”
 

Por fim, o duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis disse que não pretende novamente se envolver com promoção de eventos no Brasil, porque está focado em tentar levar para a F1 um novo piloto brasileiro. "Minha grande preocupação agora é ter um piloto brasileiro na F1”, afirmou. 
 
“Essa é a preocupação de todo mundo e é nisso que nós temos que ficar concentrados e trabalhar. Precisamos fazer um programa como a Escuderia Telmex fez. Uns 15 anos atrás o Carlos [Slim, dono da Claro] chegou para mim e falou, no México: 'Meu sonho é trazer o GP do México de volta e ter um piloto mexicano na F1'. Há três anos o GP do México é a melhor corrida do ano, está aí o Checo Pérez e outros mexicanos chegando”, acrescentou Fittipaldi.

Em julho de 2016, Emerson recuperou a Copersucar Fittipaldi de 1977 e a Penske da Patrick Racing de 1989.
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