Outras
16/09/2016 19:10

Na participação final nas Paraolimpíadas do Rio, Zanardi ajuda revezamento italiano a conquistar ouro no ciclismo de estrada

Alessandro Zanardi fechou sua participação na Paraolimpíada do Rio de Janeiro com mais uma medalha de ouro — a quarta da carreira. Performance na Rio-2016 repete o mesmo desempenho registrado em Londres-2012
Warm Up
JULIANA TESSER, de São Paulo
Alessandro Zanardi fechou sua participação nas Paraolimpíadas do Rio de Janeiro com chave de ouro. Nesta sexta-feira (16), o ex-piloto de F1 e Indy ajudou a equipe da Itália a conquistar a medalha de ouro na prova de ciclismo de estrada em revezamento por equipes misto na classe H2-5.

A prova de revezamento realizada na Praia do Pontal teve uma distância total de 22,5 km, com Zanardi defendendo a Itália ao lado de Vittorio Podesta e Luca Mazzone. 
Zanardi conquistou três medalhas na Rio-2016 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
A equipe tricolor completou a prova em um tempo total de 32min34s, 47s à frente do trio dos Estados Unidos, que é formado por William Lachenauer, William Groulx e Oscar Sanchez. O bronze ficou com a equipe da Bélgica, que é defendida por Jean-François Deberg, Christophe Hindricq e Jonas van de Steene.

O percurso de 22,5 km na Praia do Pontal foi dividido em nove voltas de 2,5 km, onde atletas rodaram a uma velocidade média de 41,453 km/h.
 
No total, foram cinco as equipes participantes do revezamento do ciclismo de estrada. Além dos medalhistas Itália, Estados Unidos e Bélgica, Suíça e Áustria também foram representadas nesta tarde.
 
O time suíço de Lukas Webber, Tobias Fankhauser e Heinz Frei ficou com o quarto posto, 1min45s atrás do trio de Zanardi. Os austríacos Walter Ablinger, Wolfgang Schattauer e Thomas Fruhwirth completaram a prova 3min04s atrás dos campeões paraolímpicos. 
 
Com conquista desta tarde, Zanardi chega à sua terceira medalha na Rio-2016. Assim, Alex iguala no Rio o mesmo desempenho que obteve em Londres, com dois ouros e uma prata em cada uma das Paraolimpíadas.

Após a disputa, Zanardi destacou a força da equipe da Itália e não titubeou ao ser questionado sobre a próxima edição das Paraolimpíadas — Tóquio-2020.
 
“Somos uma equipe muito forte, pois até os nossos reservas são. E isso assusta os adversários”, comentou Zanardi. “Se nós vamos estar em Tóquio, em 2020? Claro! Que pergunta...”, concluiu.
 
De passagem discreta pela F1, por Lotus e Jordan, o italiano fez história mesmo na Indy, quando se destacou como um dos maiores da história recente do automobilismo norte-americano ao conquistar o bicampeonato pela equipe Ganassi, em 1997 e 1998. No ano seguinte, Alex voltou à F1, para correr pela Williams, mas a equipe de Woking já vivia fase decadente, e o italiano não foi bem-sucedido. 
 

Seu retorno à Cart foi especulado durante toda a temporada de 2000, mas foi sacramentado um ano depois, correndo pela equipe do seu amigo dos tempos de Ganassi, Morris Nunn. Até que, na etapa alemã da temporada, disputada no circuito oval de Lausitzring, Zanardi sofreu o acidente que mudou para sempre sua vida. Após fazer um pit-stop, o então líder da prova perdeu o controle do seu Reynard Honda na saída do pit-lane, rodou e foi acertado em cheio pelo carro de Alex Tagliani. A impacto da batida foi fortíssimo, e Alessandro perdeu as duas pernas. 
 
Mas Zanardi jamais esmoreceu, jamais desanimou. Um ano depois, voltou à mesma Lausitzring e completou as 13 voltas que faltavam para completar a corrida de 2011, com um modelo adaptado. O piloto seguiu sua carreira no automobilismo, correndo no WTCC (Mundial de Carros de Turismo), pela BMW, inclusive vencendo corridas. Mas pouco a pouco, o foco do italiano mudava para as competições paraolímpicas e viu nas maratonas um novo desafio a ser suplantado. 
 
Foi em 2007 que Zanardi participou pela primeira vez da Maratona de Nova York, quando terminou em quarto na competição das bicicletas de mão. Era só o começo da sua jornada vitoriosa no esporte paraolímpico. Em 2011, Alex venceu as maratonas de Nova York e também de Veneza, além de assegurar a classificação para os Jogos de Londres, seu grande objetivo, e de garantir a medalha de prata no Mundial. Naquele ano, 2012, Zanardi venceu também a Maratona de Roma, chegando assim à Inglaterra na condição de favorito nas três provas em que foi inscrito: corrida contrarrelógio, a prova de estrada e também o revezamento.  
 
Em Londres, foram dois ouros e uma prata.


 
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