Rali
11/01/2017 12:00

Diretor defende cancelamento de etapa após catástrofe, mas avisa: “Vamos fazer tudo para o Dakar 2017 seguir”

Etienne Lavigne, diretor geral do Rali Dakar, busca alternativas para fazer com que a prova continue até o fim. O encerramento está previsto para o próximo sábado, em Buenos Aires. No entanto, a tragédia causada pelo gigantesco deslizamento de terra em Jujuy não deu a menor condição para a realização de uma etapa que seria decisiva nesta quarta-feira. Para o francês, o que mais importa neste momento é a questão humanitária, com o esporte ficando para depois
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
 
Um clima de muita tristeza e consternação tomou conta da Argentina na última terça-feira (10). Um temporal causou um gigantesco deslizamento de terra em Jujuy, norte do país, e deixou, segundo as primeiras informações vindas da imprensa local, dois mortos e milhares de desabrigados. A caravana do Rali Dakar cruzaria a cidade no trecho de deslocamento até o acampamento da oitava etapa da prova, em Salta, mas ficou ilhada. A tragédia levou a organização da prova, chefiada por Etienne Lavigne, a suspender a nona especial do rali, que seria disputada entre Salta e Chilecito, uma etapa muito esperada e considerada decisiva nesta fase final da competição.
 
Foi a segunda vez que uma etapa do Dakar foi cancelada neste ano, novamente por conta de fatores climáticos. No último sábado, a direção de prova levou em conta o temporal para suspender a sétima especial, entre Oruro e La Paz, na Bolívia. Desta vez, a tragédia no norte da Argentina não deixou alternativas à direção de prova do maior rali do mundo.
 
Chocado e muito triste com os desdobramentos da tragédia, Lavigne garantiu que, em momentos como este, o aspecto esportivo fica mesmo em segundo plano. Contudo, apesar de todas as dificuldades enfrentadas diante de uma situação tão extrema, o francês garantiu que fará o possível para tentar levar o Dakar 2017 adiante até à meta final, no próximo sábado, em Buenos Aires.
A catástrofe no norte da Argentina levou a direção de prova a cancelar a etapa desta quarta do Dakar (Foto: Twitter)
“É muito triste para nós, mas quando você vê as circunstâncias e o que aconteceu ao acampamento, não tenho certeza de que o aspecto esportivo é o mais importante”, comentou o diretor máximo do Dakar em entrevista coletiva ainda na última terça-feira. No entanto, houve gente que não aprovou o cancelamento da etapa, como o espanhol Joan Barreda, da Honda.
 
Lavigne entende que fenômenos assim podem acontecer. Em 2013, por exemplo, o Mitsubishi de Guilherme Spinelli e Youssef Haddad ficou ilhado em meio a um rio, que segundo a rota original era seco na Argentina, mas que transbordou justamente com a passagem do Dakar pela região. Mas nada, nada parecido com o que aconteceu ontem em Jujuy. 
 
“Há nove anos nós estávamos chegando à Argentina. Tínhamos ciência dessas condições, aconteceu apenas neste ano este fenômeno climático bastante violento. Diante disso, não podemos fazer muita coisa. Conseguimos realizar as outras etapas em boas condições, mas agora o mais importante é essa catástrofe”, salientou.
 
“Uma boa organização é uma organização que se adapta com êxito, que não está paralisada. Nós vamos fazer tudo o que pudermos para fazer com que o Dakar 2017 continue”, finalizou Lavigne.
 
Neste momento, os esforços estão direcionados para levar toda a caravana do Rali Dakar até Chilecito para que tudo esteja pronto para a décima etapa da prova, que terá um total de 751 km, até San Juan, na quinta-feira. Ainda não há uma definição sobre a realização desta etapa porque tudo depende de como será feito este deslocamento até o local. Com o cancelamento da etapa desta quarta-feira, restam três especiais para o fim da disputa. Os brasileiros Leandro Torres e Lourival Roldan lideram a prova nos UTVs, com 1h35min12s de vantagem para os chineses Li Dongsheng e Quanquan Guan.
 


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