Rali
11/01/2017 08:35

Frustrado com cancelamento da nona etapa, Barreda diz que Rali Dakar “vai ficar um pouco descafeinado”

Vencedor da oitava especial do Rali Dakar, Joan Barreda não escondeu a decepção com o cancelamento da etapa seguinte ao chegar ao acampamento de Salta após 16 horas na moto. Espanhol corre contra o tempo para tentar recuperar a 1h10min53s de atraso que tem na classificação geral da disputa
Warm Up
Redação GP, de São Paulo
 
Joan Barreda não escondeu sua insatisfação com o cancelamento da nona especial do Rali Dakar. A etapa que seria disputada nesta quarta-feira (11) entre Salta e Chilecito teve de ser cancelada após a cheia do Río Grande e de um deslizamento de terra na cidade de Volcán.
 
Na visão do piloto, o nono estágio da disputa deveria ter sido adiado, mas não cancelado. A disputa desta quarta-feira seria a mais longa do Dakar, onde os pilotos roçariam os 1000 km em uma etapa conhecida como ‘Super Belén’.
Joan Barreda se mostrou irritado com os seguidos cancelamentos do Dakar (Foto: Honda)

Barreda está em uma situação difícil na classificação do Dakar depois de receber uma hora de punição por reabastecer em local irregular. Na reta final da disputa, o titular da Honda tem 1h10min53s de atraso para Sam Sunderland, o líder da competição.
 
Ao chegar ao acompanhamento de Salta depois de 16h pilotando a CRF 450 Rally, Barreda, ainda desconhecendo os efeitos das fortes chuvas para a população, criticou a suspensão da etapa. A cheia do Río Grande provocou a maior enchente em 40 anos e, de acordo com a Cruz Vermelha Internacional, deixou um saldo de pelo menos dois mortos. Cerca de 15% da população da cidade de Volcán teve de deixar suas casas.
 
“Suponho que será por que todos vão chegar muito tarde, mas não sei se a solução é cancelar. Eu acho que é uma etapa importante para fazer. Creio que o dia da etapa teria de ser alterado. Parar o Dakar e continuar a corrida outro dia”, opinou Barreda. “Pois se começam a cancelar dia após dia, a verdade é que a corrida vai ficar um pouco descafeinada”, seguiu.
 
“Imagina, era a etapa que tinha mais marcada neste Dakar. Já não por esta, mas pelas que foram canceladas. Mesmo que eu fosse o primeiro, gostaria que fosse disputada”, garantiu. “Queira ou não, está ficando uma corrida um pouco descafeinada em termos de competição. Faltam horas de cronometragem”, frisou.
 
Barreda se mostrou ciente de que as equipes de apoio levarão mais tempo para chegar ao acampamento, mas insiste que era preciso buscar uma solução. A própria Honda foi pega desprevenida e chegou a recorrer ao Twitter para entrar em contrato com a ASO, organizadora do Dakar, ao encontrar as estradas bloqueadas no caminho para Salta.
 
“Por isso digo que tinham de buscar uma solução. Não acho que cancelar seja a solução. Melhor parar um dia para recuperar tudo e retomar a competição, porque creio que cancelar é o caminho fácil”, comentou.
 
Questionado sobre suas opções na prova com apenas mais três dias pela frente, Barreda foi claro: “Pouco se pode fazer”.
 
“No fim, corremos só três etapas desde o dia que nos sancionaram. Bom, dois e meio. Essa é a realidade”, declarou. “Se na quarta-feira cancelam a etapa rainha, com mais navegação e mais dura, você me diz”, concluiu.
 
Os pilotos da Honda adotaram o silêncio e não quiseram comentar a punição que também atingiu Paulo Gonçalves, Ricky Brabec, Michael Metge, Franco Caimi e Pedro Bianchi Prata. Na terça-feira, apenas o norte-americano escapou da mordaça para classificar a sanção como “estúpida”.

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