Seletiva BR
05/11/2015 07:45

Seletiva Petrobras de 2015 fica marcada por equilíbrio e ‘empate técnico’ antes da corrida decisiva: “Disputa muito acirrada”

A Seletiva de Kart Petrobras de 2015 não foi a que terminou com a menor diferença do primeiro para a segunda, até porque já houve um empate no passado. Desta vez, no entanto, a corrida decisiva começou com quatro pilotos dependendo apenas de si para levar o título
Warm Up
RENAN DO COUTO, da Granja Viana
Vinícius Papareli, Zaiya Fontana, Gaetano di Mauro e Bruno Bertoncello dependiam apenas de si mesmos para conquistarem o título da Seletiva de Kart Petrobras de 2015 quando a largada para a última bateria foi autorizada. Um ‘empate técnico’ que surpreendeu positivamente o promotor do torneio, Binho Carcasci, e foi destacado também pelos próprios pilotos.
 
“Entrar na última bateria desta forma, eu não me lembro. Recentemente, não aconteceu”, disse Carcasci ao GRANDE PRÊMIO após a 17ª edição do torneio, disputado pela primeira vez em 1999, também no Kartódromo Granja Viana. “Um equilíbrio muito grande, principalmente porque a gente teve situações muito adversas.” 
Quatro pilotos dependiam só de si na final, e o quinto, João Vitor Rosate, ainda tinha uma remota chance (Foto: Fabio Oliveira/Radical Motors)
A Seletiva deste ano começou e terminou com chuva na Granja Viana. Na final, a decisão da organização foi por interromper a prova na metade quando uma forte chuva caiu. “É um anti-clímax, lógico, terminar uma corrida no meio. De qualquer forma, faz parte do automobilismo. O clima, a gente não controla”, justificou.
 
Todavia, no momento em que a bandeira vermelha foi dada, o paulista Vinícius Papareli já estava em primeiro com uma vantagem administrável para o segundo colocado na bateria, Gaetano di Mauro.
 
Na história da Seletiva, houve uma edição que terminou em empate. Foi em 2001, entre Sérgio Jimenez e Júlio Campos, com o paulista levando a melhor por ter chegado à frente na última prova. E a outra que terminou com uma pontuação parelha entre os primeiros foi a de 2000, com Rafael Daniel e Bia Figueiredo logo atrás.
 
“Desde o começo, a disputa foi muito acirrada”, comentou o campeão Papareli.
Vinícius Papareli foi campeão da Seletiva de Kart Petrobras (Foto: Fabio Oliveira/Radical Motors)
Com relação ao torneio como um todo, Carcasci celebrou o alto número de pilotos que tentaram a vaga nas etapas classificatórias, principalmente porque duas delas ocorreram junto do Brasileiro de Kart e da Copa Brasil. “Como a gente estava nos nacionais, o número de pilotos que participou foi muito grande. É muito cedo para avaliar, preciso de uma boa noite de sono. Teve coisa que eu não gostei, outras que achei que valeram bastante a pena. Mas, de modo geral, foi uma boa edição. O que importa é tentar melhorar sempre”, afirmou.
 
O programa de orientação
 
Totalizando R$ 250 mil, o programa de premiação da Seletiva de Kart Petrobras de 2015 vai levar os pilotos à Europa para um teste de F-Renault e um treino em um simulador de F1. No Brasil, haverá um curso de pilotagem da Mitsubishi ministrado por Ingo Hoffmann, preparação física e psicológica com Nuno Cobra Jr., e palestras sobre marketing e media training, dentre outros temas.
 
Além do campeão, Papareli, Gaetano di Mauro e Bruno Bertoncello também participarão das atividades.
 
“Estou feliz por dar a chance para três caras novos participarem do nosso programa de orientação. O Papareli não pôde participar no ano passado porque estava na Ásia. Para quanto mais pilotos a gente puder dar essas informações e esses ensinamentos, mais chance de ter um piloto bom lá na frente”, comentou Binho. “O Papareli e o Bertoncello demonstraram evolução nas participações deles na Seletiva, e o Gaetano é um talento que todo mundo conhecia, mas, pelas escolhas dele no kart, só foi chegar na Seletiva aos 18 anos. Mas todo mundo sabe do talento dele, tanto que foi vice.”
Os três que foram ao pódio vão participar do programa de orientação (Foto: Fabio Oliveira/Radical Motors)
Gaetano, que andou na F4 Inglesa em 2015, se mostrou ansioso por voltar à Europa. “Dá uma visibilidade boa. O carro da F-Renault é muito legal e, se tiver bons resultados, talvez outras pessoas podem olhar para você para dar continuidade à carreira.  É uma outra oportunidade para eu voltar para a Europa. Para quem esteve lá e teve que voltar por problemas financeiros, vai ser muito bom. Agora com mais experiência. Tudo vai contar”, declarou.
 
Bertoncello, por sua vez, tem como objetivo correr no Brasileiro de Turismo em 2017 para depois ir atrás de uma vaga na Stock Car. “Fiquei muito feliz, independente de não ter ganho a grana. Mas os testes acrescentam na carreira. O teste na Europa, pois eu nunca foi para fora correr. E também os testes com o Lancer no Brasil. Tudo é aprendizado, e estou muito feliz por conquistar isso, que não consegui nos últimos anos”, falou o gaúcho. Em 2016, ele deve seguir no kart e avisou que pretende mais uma vez tentar a vaga na Seletiva para, desta vez, ficar com o título.

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