Stock Car
10/12/2012 08:00

Barrichello fecha com Medley e disputa temporada de 2013 da Stock Car pela Full Time

Farmacêutica estava decidida em deixar a Stock Car, mas voltou atrás diante do sucesso que foi a vinda de Rubens Barrichello para a disputa das três provas finais da temporada de 2012 e do retorno de mídia que superava R$ 15 milhões antes mesmo da Corrida do Milhão, a mais importante prova do ano
Warm Up
RENAN DO COUTO, de São Paulo
VICTOR MARTINS, de São Paulo

As imagens da Corrida do Milhão em Interlagos
As mais belas gatas da Stock Car na Corrida do Milhão

O futuro de Rubens Barrichello está definido. O mais longevo piloto da história da F1 voltará definitivamente ao Brasil na temporada de 2013. Após as três provas que disputou como convidado na reta final de 2012, Barrichello gostou da categoria, do ambiente e dos benefícios que ela pode propiciá-lo e tomou sua decisão, junto da farmacêutica Medley: continuará alinhando no grid da Stock Car no ano que vem.

Ao longo de 19 temporadas, Rubens construiu uma extensa carreira de 326 GPs na F1, que chegou ao fim no começo de 2011, no momento em que a Williams anunciou que o trocaria por outro brasileiro, Bruno Senna. Sem vaga na categoria máxima do automobilismo, Barrichello procurou novos ares na Indy, junto do amigo Tony Kanaan na KV. Contudo, competitividade lhe faltou nas 15 corridas que disputou – o melhor resultado alcançado foi um quarto lugar. Competitivo é exatamente o que ele espera voltar a ser ao tomar a decisão de entrar de vez no automobilismo brasileiro.

A vinda de Barrichello fez a Medley repensar a já decidida saída da Stock Car (Foto: Rodrigo Berton/Agência Warm Up)

O Grande Prêmio apurou que, antes da chegada do experiente piloto de 40 anos, a Medley já estava absolutamente decidida em sair da Stock Car. A Sanofi-Aventis, empresa francesa que comprou a empresa há três anos da família Negrão, vinha retirando seu apoio da categoria aos poucos. Ainda, a imagem da companhia ficou arranhada com o doping de Marcos Gomes, por maconha e outras duas substâncias. O piloto foi logo cortado, e a Medley, junto com a equipe Full Time, substituíram-no por Felipe Maluhy.

Até que surgiu a ideia de chamar Barrichello, devidamente livre da temporada da Indy, que acabou no meio de setembro para fazer a Corrida do Milhão.

De convidado de luxo, a proposta evoluiu para um acordo de três corridas — que tentou ser escondido a poucas chaves, mas logo descoberto. A Medley desembolsou cerca de R$ 230 mil para a trinca de etapas, e o retorno de mídia, segundo seus cálculos, já superava os R$ 15 milhões até antes da prova milionária em Interlagos.

Aí os olhos dos diretores cresceram, bem como o interesse de Barrichello na categoria. Sua adaptação foi muito melhor ao carro de turismo feito por seus parentes, os Giaffone (donos da JL), do que o Dallara da KV. E Rubens já notou que dá para tirar uma bela grana e ser muito mais competitivo aqui do que lá.

Em três corridas disputadas, Barrichello tem como melhores resultados dois 22º lugares. O primeiro veio na corrida de estreia, em Curitiba, e o segundo, na Corrida do Milhão, em Interlagos. Nas tomadas de tempo, o desempenho foi melhor, e em duas ocasiões o piloto avançou ao Q2, a disputa pela pole-position - em ambas, terminou na oitava posição.

Ao passo que o vínculo de Rubens com a Medley foi ampliado, o mesmo não pode ser dito do acordo que existia com Xandinho Negrão. Antigo herdeiro da companhia, o filho de Xandy não recebeu de bom grado, evidentemente, a notícia de que não vai ser o companheiro de Barrichello.

Substituto de Gomes por três provas, Maluhy perdeu o posto de titular para Barrichello, mas foi avistado pela reportagem do GP nos boxes da Full Time neste fim de semana e vestindo uma camiseta da Medley.

► Enquete: Barrichello acertou em sua decisão de correr no Brasil?


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