Superbike
02/11/2016 10:18

Ducati reclama de “postura antidesportiva” da Kawasaki após Rea facilitar vice-campeonato de Sykes no Catar

Diretor-executivo da Ducati, Claudio Domenicali criticou o que considerou um comportamento antidesportivo de Jonathan Rea e Tom Sykes na final do Mundial de Superbike no Catar. Na segunda perna da rodada dupla, a novo bicampeão cedeu o segundo posto para o companheiro de Kawasaki para garantir uma dobradinha da fábrica nipônica no Mundial de Pilotos
Warm Up
Redação GP, de São Paulo
A Ducati não engoliu a ação de Jonathan Rea na segunda perna da rodada dupla do Catar do Mundial de Superbike. Diretor-executivo da casa de Bolonha, Claudio Domenicali criticou o que considerou um “comportamento antidesportivo” da dupla da Kawasaki.
 
Rea passou boa parte da prova perseguindo Chaz Davies pela vitória, mas, na volta final, ciente de que não conseguiria passar o rival, reduziu o ritmo para ceder o segundo posto na corrida para Sykes, o que garantiria um 1-2 da Kawasaki no Mundial de Pilotos — a primeira dobradinha da marca. Tom ficou com o vice-campeonato por dois pontos de vantagem.
Claudio Domenicali disse que Chaz Davies foi prejudicado por atitude antidesportiva da Kawasaki (Foto: Ducati)
Em uma declaração para celebrar a dupla vitória de Davies no Catar e o triunfo de Andrea Dovizioso no GP da Malásia de MotoGP, Domenicali descreveu a ação de Rea como “questionável” e “certamente antidesportiva”.
 

“Este fim de semana ficou mais extraordinário pelas duas vitórias no Catar de Chaz Davies e sua Panigale R Superbike”, disse Claudio. “Com isso, ele conquistou seis vitórias consecutivas, o que permitiu que Chaz ficasse a um fio de cabelo do segundo lugar no campeonato, que ele perdeu por apenas dois pontos por conta de um questionável e certamente antidesportivo comportamento de seus adversários nas voltas finais da corrida de domingo”, completou.
 
Após a corrida do último domingo, Rea afirmou que fez o que pôde para bater Davies, mas, vendo que não era possível, decidiu jogar a favor da Kawasaki. O norte-irlandês tinha selado do bicampeonato no Mundial de Superbike ainda no sábado.
 
“Pilotei com meu coração. Pilotei como pude”, disse Rea. “Quando vi que não era possível vencer, decidi trabalhar pelo time e para a Kawasaki”, justificou.
 
Sykes, por sua vez, classificou o ato de Rea como inesperado e disse que não vai se esquecer do que o companheiro de equipe fez.
 
“Foi um gesto muito bom do outro lado do time e isso é algo que eu aprecio demais”, completou.
 
Esta, aliás, não é a primeira vez que a Kawasaki se envolve em polêmicas. Na rodada final de 2014, a marca orientou Loris Baz a ceder seu segundo lugar no Catar para Sykes, mas o francês, que já tinha garantida a mudança para a MotoGP, ignorou a orientação e recebeu a bandeirada à frente do companheiro de equipe.
 
Naquele ano, o título ficou com Sylvain Guintoli e o gesto de Baz não foi determinante na definição do título, já que Sykes não seria campeão ainda que tivesse recebido a bandeirada em segundo na primeira corrida do fim de semana.


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