Superbike
16/05/2016 13:52

Hayden revela abatimento antes de encerrar jejum de dez anos sem vitória, mas garante: “Nunca parei de tentar”

Vencedor da corrida 2 do Mundial de Superbike na Malásia, Nicky Hayden voltou ao topo do pódio depois de um jejum de dez anos. Norte-americano admitiu frustração na noite de sábado, mas garantiu que nunca deixou de tentar
Warm Up
Redação GP, de São Paulo
Campeão de 2006, Nicky Hayden deixou a MotoGP ao fim da temporada 2015 em busca de um recomeço. Junto com a Honda, o norte-americano seguiu para o Mundial de Superbike para tentar se reencontrar com a vitória, mas as fraquezas da CBR1000RR Fireblade SP acabaram por dificultar ainda mais esse já duro caminho.
 
Nas primeiras 13 corridas na nova categoria, o ‘Kentucky Kid’ tinha como melhor resultado um terceiro lugar na etapa da Holanda, mas as coisas melhoraram um bocado na pista de Sepang, uma velha conhecida de Hayden.
Nicky Hayden não subia ao topo do pódio desde 2006 (Foto: Honda)
 
Após a corrida, Hayden contou que estava frustrado na noite anterior e seu descontentamento era tão grande que até Gerardo Acocella, seu chefe de equipe, procurou ampará-lo.
 
“Estou realmente feliz por esta vitória”, disse Hayden. “Na noite passada, eu estava tão frustrado que meu chefe de equipe perguntou se eu estava bem e me disse para não desistir. Eu disse a ele para não se preocupar e que eu era um pouco um mau perdedor”, contou.
 
Na manhã seguinte, entretanto, o cenário mudou. A Honda exibiu um bom ritmo no piso seco, mas a chuva tratou de deixar as coisas ainda melhores, já que o acerto de chuva da Fireblade colocava o piloto em condições de brigar na ponta.
 
“De manhã, no seco, nós tínhamos um bom ritmo e um ótimo potencial. Quando começou a chover, eu sabia que tinha de tentar: eu, definitivamente, não estou na briga pelo campeonato e isso significa que eu podia arriscar um pouco mais”, ponderou Hayden, que agora tem o sexto posto no Mundial. “Nas primeiras voltas, corri alguns riscos para chegar à ponta e não queria ficar preso em um pelotão como em Assen. Queria estar na frente, com boa visibilidade”, seguiu.
 
“Quando cheguei na frente, a moto funcionou muito bem, porque o time conhece a moto do avesso e o acerto estava perfeito”, elogiou. “Tentei ficar o mais confortável possível na liderança, porque não estávamos certos da durabilidade do pneu com esse novo asfalto. Consegui abrir vantagem e, no fim, não foi nada fácil, porque os caras estavam vindo atrás de mim. Consegui segurar a liderança e conquistar a minha primeira vitória em um longo tempo”, destacou. 
 
Por fim, Nicky reconheceu que ficou um longo tempo sem vencer — o último triunfo tinha sido em Laguna Seca em 2006 —, mas garantiu que nunca deixou de tentar. Anos atrás, Hayden chegou a colocar a performance de Valentino Rossi no retorno à Yamaha como um exemplo de que podia mudar sua própria história.
 
“Foram alguns anos de seca, mas eu nunca parei de tentar. Conseguir uma vitória nesse ponto da minha carreira no Mundial de Superbike é verdadeiramente fantástico”, concluiu Nicky.
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