Turismo
12/09/2012 16:47 - Atualizada 12/09/2012 16:55

Di Grassi estreia no WEC pensando em impressionar Audi e retomar caminho das vitórias na carreira

Estreante da Audi nas 6 Horas de São Paulo, Lucas Di Grassi tem um ponto de interrogação no que diz respeito ao seu futuro. Sem saber o que estará fazendo em 2013, o piloto disse que vai decidir qual será o seu destino de acordo com as chances de vitória que terá
Warm Up, de Interlagos
RENAN DO COUTO e FELIPE GIACOMELLI

Prestes a estrear no WEC pela Audi, nas 6 Horas de São Paulo, prova marcada para este sábado (15), Lucas Di Grassi carrega um semblante tranquilo nos boxes em Interlagos. Ao lado de “lendas”, como o próprio definiu Tom Kristensen e Allan McNish, ele chega com boas chances de, pelo menos, subir ao pódio, mas o pensamento é impressionar a Audi para quem sabe continuar dentro da montadora no futuro.

Fora da F1 desde 2010, ano em que defendeu a equipe Virgin, e atuando como piloto de testes da Pirelli, Di Grassi quer voltar a competir e a vencer. É com esta meta ambiciosa em mente que o piloto de 28 anos estuda qual categoria seria a melhor para a sequência de sua carreira.

Esta será a primeira vez em que um brasileiro competirá em uma equipe oficial da Audi (Foto: Divulgação/Audi)

Em entrevista exclusiva ao Grande Prêmio, que cobre ‘in loco’ a quinta etapa do Mundial de Endurance, Di Grassi falou que prefere “correr aqui [no WEC] e ter a oportunidade de ganhar corrida com a Audi do que correr na F1 e não ter. É mais ou menos nisso que eu vou focar para tomar uma decisão final”.

Além de F1 e endurance, DTM e Stock Car também estão na lista de categorias nas quais ele pode estar em 2013. “F1 está cada vez mais difícil por conta do dinheiro. Endurance é uma oportunidade muito boa. Também estou olhando para outras categorias, como o DTM e a Stock Car, onde tiver a melhor posição”, enumerou o piloto.

Di Grassi deixou claro que a continuação na Audi não depende exclusivamente da prova de Interlagos. “Eu não sei o quão aberta a vaga está. Acho que eles ainda não têm definido como será o ano que vem, se vão aumentar o número de carros, manter, diminuir, eu não sei. Não existe no meu contrato: ‘ganha a corrida que você está garantido’, é uma questão que vamos conversar depois. Para mim, a é questão de fazer o melhor trabalho possível neste fim de semana e ver como as coisas vão”, declarou.

Com pouca experiência no endurance, Lucas não crê que a maior dificuldade que enfrentará esteja no fato de a corrida ser de longa duração ou na adaptação ao protótipo R18 ultra, mas sim na dinâmica da prova. “Meu preparo físico aguentaria fazer 24 horas sem problema. A grande diferença é que aqui tem outras coisas que não tem na F1, como troca de pilotos e o tráfego de outras categorias”, relatou Di Grassi, que espera terminar a disputa de sábado no pódio.

“Tem ainda coisas para se aprender, como o consumo de combustível, técnicas de pilotagem... uma base eu tenho, mas preciso aprender muito ainda”, completou.

O GP ainda perguntou a Di Grassi se ele foi sondado pela Lotus, na última semana, para ocupar o lugar de Romain Grosjean no GP da Itália. O piloto negou: “Estou dentro da equipe, já que é o carro da Lotus que a gente usa nos testes de pneus, mas eles têm uma estrutura montada e seus pilotos reservas”.

O Grande Prêmio cobre ‘in loco’ as 6 Horas de São Paulo com os repórteres Felipe Giacomelli e Renan do Couto.

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